Em greve há mais de três meses, os servidores e professores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru protestaram, ontem pela manhã, em frente à portaria 1 da instituição. Entre as reivindicações dos manifestantes, está a exigência do cumprimento dos acordos salariais firmados no ano passado.
Eles não deixaram de exigir também um reajuste salarial referente à inflação, ou seja, em torno de 7%, acrescido por mais 3%, reivindicação que deu início à paralisação. “Junto às exigências originais, organizamos a manifestação também para cobrar o cumprimento de um reajuste de 5% nos salários dos servidores, acordado no ano passado”, explica o membro da Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp) e do comando de greve, Milton Vieira do Prado Junior.
O ato foi realizado ontem, porque todos os membros do Conselho Universitário (CO) - órgão que abriga representantes de docentes, funcionários e alunos da Unesp - participaram de uma reunião no mesmo dia. “Nós queremos que eles se comprometam com as propostas que apresentam”, diz Junior. Portanto, os grevistas encaram a reitoria com ar de descrédito e aproveitaram a manifestação para deixar esse ponto de vista bem claro.
Em nota, a assessoria de imprensa da Unesp informou que o pagamento da referência de 5% aos servidores, deliberado pelo CO da instituição em agosto de 2013, será honrado.
Porém, a reitoria não possui condições financeiras no momento, “haja visto que o desempenho da arrecadação do ICMS em 2014 não se mostrou de acordo com o esperado”, reitera a assessoria.
‘Serão’
Sobre os reajustes reivindicados nesta greve, eles serão discutidos em reunião entre o Conselho dos Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) e o Fórum das Seis, que reúne sindicatos de docentes e funcionários da Unesp, USP e Unicamp.
O encontro está marcado para o próximo dia 3. Por enquanto, a reitoria da Unesp mantém a oferta de 21% de abono salarial e 41,6% de aumento do vale alimentação aos professores e funcionários.