09 de julho de 2026
Nacional

Com Marina no páreo, PT avalia aproximação com setor privado

Por Valdo Cruz | Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

A entrada de Marina Silva (PSB) na disputa eleitoral, ameaçando a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), reacendeu dentro da campanha petista o debate sobre a necessidade de acenar na direção do setor privado, sinalizando com ajustes na política econômica para 2015.

Segundo assessores, era praticamente impossível disputar a simpatia do empresariado com Aécio Neves (PSDB). Com Marina, porém, a avaliação é que isto não só é possível como mais factível e até necessário.

A reportagem apurou que a ideia tem, hoje, apoio entre assessores da campanha, no grupo do ex-presidente  Lula e até em setores do governo, mas Dilma ainda não tomou uma decisão neste sentido.

Antes da morte de Eduardo Campos e sua substituição por Marina, a presidente costumava dizer que não adiantava ficar fazendo sinalizações para um setor que já tinha lado definido - de preferência Aécio Neves e, em segundo lugar, Campos.

Agora, destacam assessores, o cenário é diferente. Não só o preferido do empresariado pode ficar fora do segundo turno da eleição como a possível adversária da petista deve ser uma candidata que causava, no passado, arrepios no setor privado. “Agora temos condições de recuperar o apoio do setor privado para a presidente, não podemos deixar que ele passe, em peso, a ficar do lado de Marina”, diz um interlocutor do ex-presidente Lula.

Um auxiliar presidencial diz, porém, que Dilma ainda não emitiu nenhum sinal de que acatará a proposta.