Membros armados de uma milícia da Líbia invadiram um anexo pertencente à embaixada dos Estados Unidos no país, localizada na Capital, Trípoli, disse uma autoridade norte-americana ontem.
A embaixada e os demais prédios americanos no país estão vazios desde o final do mês de julho, quando os diplomatas dos EUA deixaram a Líbia em razão da onda de violência.
Moussa Abu-Zaqia, um dos integrantes da milícia Dawn of Libya, afirmou à agência de notícias Associated Press que controla o local, além do aeroporto internacional, desde a semana passada.
Segundo ele, algumas janelas do anexo, que geralmente é usado como residência diplomática, haviam sido quebradas, mas o restante da mobília e dos equipamentos estão intactos.
Garfos, facas e guardanapos continuavam postos à mesa, enquanto na cozinha ainda havia mantimentos.
Um vídeo mostra membros da milícia ao redor da piscina do anexo -distante cerca de um quilômetro da embaixada-, enquanto alguns mergulhavam a partir de um mezanino. Há imagens também de milicianos na sala de ginástica.
Trauma
A invasão do anexo da embaixada relembra um trauma diplomático para os Estados Unidos e trouxe à tona a discussão sobre a segurança dos diplomatas na Líbia.
Em 11 de setembro de 2012, um ataque de milicianos islâmicos à embaixada americana, então localizada na cidade de Benghazi, matou o embaixador J. Christopher Stevens, além de outros três funcionários da missão.