|
Éder Azevedo |
|
|
|
Líder do MST alega que local do acampamento é "área abandonada" |
Uma operação envolvendo a Polícia Militar, o Conselho Tutelar, a Prefeitura de Pederneiras e um oficial de Justiça realizou, durante a manhã desta terça-feira (2), a reintegração de posse de uma área rural do município, ocupada por integrantes do Movimento Sem Terra (MST).
A área fica localizada em uma estrada municipal de terra sem nome, próxima ao bairro C5 e às margens da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-225), a Bauru-Jaú, em Pederneiras (26 quilômetros de Bauru).
Segundo a Polícia Militar, cerca de 24 famílias estão no local em barracas alocadas com, aproximadamente, 1 quilômetro de distância uma da outra, o que dificulta a operação.
Ainda segundo a PM, a data limite de permanência na área, expedida pela Justiça, era até esta segunda-feira (1º). Passado o prazo, a operação foi montada para retirar os ocupantes da floresta.
O outro lado
O líder do movimento, Renato Aparecido de Lima, 35 anos, contesta a ordem judicial e ressalta que existe divergência entre as matrículas que o MST possui e as utilizadas no processo que terminou em reintegração de posse. “Estamos sendo retirados de uma área improdutiva de 120 hectares, sendo 15 deles ocupados por plantação de pinhos abandonados. Aqui é área para reforma agrária. Só tem pasto aqui e mais nada”, alegou o integrante do MST.
Logo após o término da desocupação do terreno, segundo Renato de Lima, as famílias ficaram assentadas ao lado do acampamento Alegria, na zona rural de Pederneiras, que também possui outros integrantes do movimento.
|
Éder Azevedo |
|
|
|
|
|
Famílias do MST cultivavam verduras e legumes e iniciavam contrução de casas na área ocupada |
|
|