O polêmico projeto sobre a construção do viaduto sobre os trilhos de trem em terra armada projetada para avenida Comendador José da Silva Martha, com certeza, além de obstruir escoamento das águas das enxurradas nas épocas das chuvas intensas, toda a vista panorâmica será afetada dividindo a cidade. E mais. Vai ser uma verdadeira armadilha e desvalorização da terra urbana. Toda a área paralela ao trilho de trem e a avenida José Vicente Aiello na década de 60 ao início de 70 haviam vários brejos, desde o ponto mais alto até o viaduto que liga a Vila Falcão, com peixes como traíra e lambaris. Foram se perdendo por causa do assoreamento.
Ideal seria um viaduto de ferragem armada transpondo os trilhos de trem e a avenida Vicente Aiello de modo que num futuro próximo possa recuperar toda a extensão projetando para construção de represamento de água com canal sob a avenida Comendador José da Silva Martha e alargar toda a extensão do córrego até a baixada, isto é, paralela à rua Sorocabana até encontrar a Praça Espanha. Toda essa área deve ser projetada para receber as águas das enxurradas dos dois lados do aclive para, pelo menos até cem alqueires de terra construída. Com certeza, os engenheiros civis e agrônomos saberão opinar com precisão e técnicas que dispõe.
Economizar na infraestrutura com terra armada com a construção de viaduto parecendo mais um rodoanel cortando a cidade no meio é desmoralizar toda a cidade de Bauru. Realmente, vai ser um "monstrengo"! Como cidadã, opino contrária à concretização do projeto apresentado pelo DNIT. Sonho por uma Bauru cada vez mais romântica, de bem com a natureza, e, agradável para viver com facilidade de acesso em toda a extensão da cidade. Valorizar a cidade sim. Desvalorizar, não.
Shigueko Sakai