10 de julho de 2026
Nacional

Dilma sinaliza a saída do ministro Guido Mantega

Por André Uzêda, Andréia Sadi e Natuza Nery | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Um dia após ter indicado mudanças na equipe e nas políticas de governo num eventual segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff sinalizou ontem que o ministro Guido Mantega (Fazenda) será substituído se ela for reeleita.


Em entrevista em Fortaleza, a presidente foi questionada especificamente sobre o futuro do titular da Fazenda caso vença as eleições. “Eleição nova, governo novo, equipe nova”, disse.


“Quero dizer o seguinte. Não nomeio ministro em segundo mandato. Eu não fui eleita. Como é que eu saiu por aí nomeando ministro? Não sei se vocês lembram quando sentaram na cadeira antes da eleição”, completou.


Foi uma referência a Fernando Henrique Cardoso, que sentou na cadeira de prefeito de São Paulo às vésperas das eleições de 1985 e acabou derrotado por Jânio Quadros.


Dilma ainda seguiu no tema: “Eu não falo isso (nomes da equipe) sabe por que? Por que dá azar. Falar de uma coisa que ainda não ocorreu. Mas é governo novo, equipe nova. Não tenha dúvida disso”.


Um dia antes, em discurso a representantes da indústria em Belo Horizonte, a petista já havia sinalizado com mudanças na equipe no caso de reeleição. Até então, Dilma resistia a falar em ajustes em sua equipe e na política econômica, apesar das recomendações do ex-presidente Lula nesse sentido.


Para eles, a petista precisa acenar desde já com mudanças para reconquistar o apoio do empresariado e atender o desejo do eleitorado manifestado em pesquisas.


MINISTROS AFASTADOS


Na última pesquisa Datafolha, Dilma aparece tecnicamente empatada com Marina Silva (PSB) no primeiro turno e perderia para a ex-senadora num segundo turno.


O avanço de Marina nas pesquisas fez com que três ministros decidissem tirar licença dos cargos para trabalhar em tempo integral na campanha petista - Ricardo Berzoini (Relações Institucionais), Gilberto Carvalho (Secretaria Geral) e Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário).


A ordem agora é calibrar o discurso direcionado aos movimentos sociais e juventude.