Paulo Henrique Ganso tem admitido aos seus colegas no São Paulo que vive o melhor momento na carreira. Está ansioso até mesmo para ser convocado para a seleção brasileira.
Publicamente, no entanto, o meia do São Paulo é mais contido nas declarações. Diz que vive o melhor momento no clube tricolor e que trabalha sem pensar na seleção brasileira.
O momento atual contrasta com o início de temporada de Ganso. O camisa 10 não teve uma sequência empolgante de jogos no começo do ano e chegou até mesmo a ser preterido do time titular.
Ficou no banco contra o São Bernardo, pelo Campeonato Paulista, e contra o Coritiba, pelo Brasileiro. Foi a partir do jogo contra os paranaenses, em 3 de maio, que a fase de Ganso melhorou.
Diante do Coritiba, o meia admitiu até que a ida ao banco foi uma provocação de Muricy Ramalho para tentar fazer o meia reagir e mostrar um futebol mais empolgante.
"Minha relação com o Muricy sempre foi boa e amigável. Naquele jogo o Muricy fez uma cobrança sobre mim porque sabe que eu tenho qualidade para mostrar mais do que estava mostrando. Então ele me provocou, me deixou no banco porque sabia que eu tinha futebol para mostrar", disse o meia, nesta sexta (5).
Ganso deixou claro que não ficou irritado com Muricy, treinador que já conhece desde os tempos de Santos. Declarou que justamente por conhecer o técnico sabe que foi uma atitude para estimular seu crescimento.
Ganso ainda reforçou uma ideia antiga sobre seu futebol. Admitiu que prefere dar um passe para gol do que marcar. Na quinta-feira (4), por exemplo, teve a chance de marcar contra o Criciúma, no Morumbi, pela Copa Sul-Americana, mas acabou dando passe para Kaká fazer.
"Todo mundo gosta de fazer gol, é claro. Mas eu também gosto de dar o passe para um companheiro. Até prefiro deixar o companheiro na cara do gol. E nosso time é muito coletivo", explicou.