10 de julho de 2026
Política

Licitação viabiliza terminais urbanos

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

A empresa Grande Bauru pagará R$ 3,5 milhões ao município para explorar o transporte coletivo urbano pelos próximos oito anos. O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) afirmou que o dinheiro será investido no sistema de circulares, especificamente na construção de pequenos terminais previstos pela nova modelagem do sistema.

 

O estudo apresentado em março deste ano foi contratado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) e aponta a necessidade de linhas mais curtas para os circulares, ligando os bairros ao eixo Centro-Sul – que recebe 53% do fluxo de usuários em dias de semana. O modelo atual privilegia linhas mais extensas, interligando extremidades da cidade.

 

Por conta da mudança, crescerá o número de passageiros que dependerá das integrações, o que levou Rodrigo Agostinho a declarar ser inevitável a implantação do Bilhete Único em Bauru, bem como a construção dos terminais de pequeno porte.

 

O plano prevê quatro Estações de Conexão. Três delas serão erguidas na Praça do Líbano, na Praça Machado de Mello e na região do Estoril. Outra deverá funcionar no Terminal Rodoviário.

 

O município pretende viabilizar ainda outros quatro Pontos de Conexão, em locais de grande fluxo de passageiros: Bauru Shopping, Fórum, Hospital Estadual e Distrito Industrial.

 

Segundo o prefeito, a nova modelagem do transporte coletivo será implantada ao longo dos próximos dois anos, de forma gradativa. “A cada semana, a gente tem feito alterações em uma ou duas linhas do transporte coletivo”, pontua.

 

Agostinho afirma, porém, que os terminais não devem demorar para sair do papel. “Os projetos são relativamente simples. Tanto é que pretendemos viabilizar algumas melhorias na avenida Rodrigues Alves”, diz o prefeito peemedebista, sem precisar prazos para entregar as obras.

 

COMPROMISSO

 

Com a Prefeitura de Bauru passando por uma crise financeira, provocada pela queda na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Rodrigo garantiu que destinaria o dinheiro arrecadado com a outorga pela concessão do transporte coletivo para o Fundo Municipal de Mobilidade.

 

A ideia era vincular a aplicação dos recursos para investimentos no transporte públicos para não diluir R$ 3,5 milhões nos gastos de custeio da administração.

 

No entanto, o projeto de lei proposto pelo governo para criar o fundo ainda não foi votado pela Câmara Municipal. “Sem a lei, não dá para mandar o dinheiro para lá, mas esse é um compromisso meu: utilizar esse dinheiro obtido pela licitação do serviço para melhorar o transporte”, garante o prefeito.

 

154 ônibus

 

O valor da outorga oferecido pela Grande Bauru foi conhecido ontem, durante a sessão de licitação para abertura do envelope com a proposta financeira da empresa. A homologação da concorrência está publicada na edição de hoje do Diário Oficial. 

 

A legislação concede prazo de cinco dias úteis para a impetração de recursos contra o resultado. Se não houver contestações, o processo é adjudicado e o contrato entre o município e a concessionária pode ser assinado. Nesse ato, ocorrerá o pagamento dos R$ 3,5 milhões.

 

A Grande Bauru foi a única de três empresas concorrentes habilitada pela prefeitura para participar do processo licitatório. A Viação Urbana Guarulhos e a Circular Santa Luzia recorreram da decisão da administração, mas a análise inicial foi mantida. Dos 228 ônibus que operam no transporte coletivo, a licitação abrange 154. Hoje, a operação desses circulares é dividida entre a Baurutrans e Grande Bauru. A vencedora vai disponibilizar ainda três vans e 11 ônibus. O valor total do contrato, pelo período de oito anos, é de R$ 393.336.000,00, considerando a quantidade de passageiros estimada e a tarifa cobrada atualmente.