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Feisal Omar/Reuters |
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Fontes da Al Shabab disseram que o objetivo era atacar funcionários americanos que viajava no comboio da Amisom (foto) |
Pelo menos 12 pessoas morreram em um atentado suicida contra um comboio das forças da União Africana (UA), perto de Mogadíscio, capital da Somália, segundo testemunhas e autoridades.
O atentado foi assumido pela milícia radical islâmica somali Al-Shabab. Há uma semana, o líder do grupo terrorista, Ahmed Godane, morreu em um ataque aéreo dos Estados Unidos.
O ataque ocorreu quando veículos carregados de explosivos atingiram duas caminhonetes militares da missão da UA na Somália (Amisom).
A maior parte das vítimas é de civis que estavam em dois micro-ônibus no local.
Fontes da Al Shabab disseram que seu objetivo era atacar funcionários americanos que viajava no comboio da Amisom.
O ataque foi registrado por volta das 14h locais (8h de Brasília) em Afgoye, a cerca de 20 quilômetros da capital.
Novo chefe
No sábado passado, após a confirmação da morte de Godane, a Al Shabab designou Ahmed Omar, conhecido como Abu Ubaidah, novo chefe do grupo terrorista.
O governo da Somália expressou na semana passada seu temor de uma onda de ataques dos radicais para vingar a morte de Godane em um ataque por um avião não-tripulado americano.
A Al Shabab, que luta para instaurar um Estado islâmico radical na Somália, foi incluída em março de 2008 na lista de organizações consideradas terroristas pelo governo dos EUA.
A Somália vive em um estado de guerra civil e caos desde 1991, quando o ditador Mohammed Siad Barre foi deposto, o que deixou o país sem um governo efetivo e nas mãos de milícias islamitas e grupos de criminosos armados.