10 de julho de 2026
Esportes

Vôlei vai Ferver! Panela recebe Bauru em jogo de elite

Mariana Gasparini
| Tempo de leitura: 4 min

João Rosan

"Espero que o resultado seja favorável para a gente”, disse Mari Paraíba

O Concilig/Vôlei Bauru encara nesta quarta-feira (10) o Sesi/SP, às 20h, na Panela de Pressão, em jogo válido pela segunda rodada do Campeonato Paulista de Vôlei Divisão Especial.


O confronto marca o retorno do vôlei bauruense na elite à Panela de Pressão, já que a última partida válida pelo Paulistão foi realizada em 21 de outubro de 2000 com derrota do mandante por 3 sets a 0  para o São Caetano.


Também foi por este placar que o Concilig/Vôlei Bauru perdeu para o Pinheiros, fora de seus domínios, na primeira partida desta temporada, no último dia 29. Agora, a equipe estreia dentro de casa e busca sua primeira vitória no campeonato.


Já o Sesi/SP ganhou do São Bernardo (3 sets a 0), mas não conta com importantes jogadoras como a central Fabiana e a oposta Monique, que defendem a seleção brasileira.


Frio na barriga


A novidade para hoje é a ponteira Mari Paraíba, principal reforço do time para a temporada, que fará seu primeiro jogo pelo time bauruense. “Estou muito ansiosa e com frio na barriga para esta partida, ainda mais porque será minha estreia pelo time e em casa”, conta a jogadora de 28 anos e 1,80 metros de altura.


Para conseguir estar entre as doze relacionadas pelo técnico Chico dos Santos, Mari teve que enfrentar um ritmo puxado de treino. “Venho treinando há um mês. Sei que é pouco tempo para recuperar o ritmo, mas estou me esforçando e a evolução está aparecendo. Espero que o resultado seja favorável para a gente”, fala.

    

Remanescente


Jogadora mais antiga do grupo – está há três anos em Bauru -, a líbero Mariana Sales acredita que esta seja uma nova etapa do vôlei feminino na cidade. “Estou aqui antes de conseguirmos o acesso à Divisão Especial. É muito diferente você jogar com times de tão alto nível e com garotas que defendem a seleção brasileira. Mas estamos preparadas para enfrentar o que vier e a torcida fará a diferença”, comenta.


Apesar de vestir a camisa de defensora, a líbero acredita que a recepção ainda seja o ponto frágil do time de Bauru. “Todas as equipes que estão neste torneio possuem um saque muito forte. Nosso elenco é novo, ainda está pegando o ritmo, mas temos condições de correr atrás e melhorar este fator”, destaca Mariana.


Na confiança


Experiente, a ponteira Soninha, de 36 anos, acredita que a equipe fará um jogo diferente hoje à noite. “O time está indo muito bem. Estamos concentradas, apesar da expectativa e da ansiedade que a estreia traz. Temos que entrar em quadra e fazer nosso melhor”, diz.


Mesmo vindo de três derrotas – uma no Paulista e as outras duas em amistosos – a atleta explica que a confiança também é um fator decisivo para a partida. “O Chico (técnico) e o Aírton (Nascimento, auxiliar) estão fazendo um trabalho muito bacana com o grupo, ajudando no lado psicológico também e por isso a confiança da equipe está crescendo a cada dia. Estamos ajudando uma a outra e unidas. Com certeza o resultado positivo virá”, fala Soninha.   

Confiante, técnico destaca evolução ‘na medida’

Após comandar o Concilig/Vôlei Bauru em três partidas – uma pelo Paulistão e duas em jogos amistosos -, o técnico Chico dos Santos já observou a evolução da equipe. “Taticamente a equipe vem evoluindo de maneira satisfatória. E isso é muito importante. Porém, tecnicamente os resultados demoram mais para aparecer. Estamos treinando para que isso melhore”, conta o treinador.


Apontada por Chico como o fundamento mais falho, a recepção é o que mais vem prejudicando o time bauruense em quadra. “Todos os dias, seis jogadoras responsáveis pela recepção ficam em quadra treinando. Precisamos dela em alto nível, assim como o torneio exige. Acredito que uma vez que a nossa recepção esteja melhor, nosso erros em quadra diminuirão”, destaca.


Assimilando


Por outro lado, para o treinador, as meninas têm o bloqueio como ponto forte e devem usar este fator como decisão em quadra. “Tivemos apenas três semanas para entrosar o grupo e nos conhecermos. Mas vejo que o nosso bloqueio está muito bem e devemos trabalha-lo bem em quadra. O grupo está assimilando bem as minhas instruções e sei que, conforme o tempo vai passando, nossos resultados aparecerão”, ressalta Chico.