Seria interessante uma reforma política urgente, com apenas um mandato executivo, evitando assim a perpetuação de políticos nos cargos, os quais, muitas vezes, recorrem a expedientes duvidosos através de acordos escusos, clientelismos, concessões verdadeiramente eleitoreiras, corrupção... O fato de uma única gestão daria sem dúvida a oportunidade de surgirem novas lideranças (mais jovens), proporcionando-nos uma nova forma de fazermos política, revelando a cultura do real idealismo e da ética.
Como bem disse o conceituadíssimo jornalista do JC Zarcillo Barbosa, em distinta matéria do dia 31/08/2014, denominada ?O efeito Marina?: "O povo cansou-se da eterna ladainha retórica, não mais querendo ver ministros se transformarem em cabos eleitorais para atender o populismo tendencioso dos governos. A economia está estagnada onde há o predomínio da cultura retrógada do ?dando que se recebe? cujos descaminhos também se repetiram em 2014, através dos eternos benesses a congressistas na aprovação de projetos."
É também necessária uma reforma política que dê fim à obrigatoriedade do voto e igualdade de tempo de propaganda política a todos os candidatos. A nossa infraestrutura é precária, com a falta de ferrovias, estradas e portos adequados para explorar a nossa produção. Como ter superávit primário sem estímulos estruturais? Por que tantos tributos? Sem essa reforma política inicial, não teríamos base para outras reformas que possam propiciar um crescimento favorável. Não obstante, não há interesse nenhum do Congresso atual em realizar essas reformas.
Carlos Augusto Simi