10 de julho de 2026
Internacional

Presidente ucraniano diz que maioria das tropas russas já deixou o país

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, afirmou ontem que a maior parte das tropas russas presentes na Ucrânia deixou o território, cinco dias depois do início de um cessar-fogo entre ucranianos e separatistas para acabar com o conflito no leste do país.


“Segundo as últimas informações que recebi de nossos serviços de inteligência, 70% das forças russas se retiraram”, declarou o presidente ao conselho de ministros”, segundo o site do governo.


“Isto nos permite confiar na iniciativa de paz”, disse, em referência ao “protocolo” de cessar-fogo assinado na sexta-feira para acabar com cinco meses de conflito, que provocou 2.600 mortes.


A Otan pediu no mês passado a Moscou o fim das “ações militares ilegais” na Ucrânia, depois de afirmar que 1.000 soldados russos combatiam em território ucraniano e que 20.000 estavam posicionados ao longo da fronteira.


A Rússia nega ter enviado tropas à Ucrânia e nega apoiar militarmente os separatistas.


O plano de paz acordado semana passada entre a Ucrânia e os separatistas preserva o conceito de um Estado soberano e de um país unido dentro de suas fronteiras atuais, disse Poroshenko.


Poroshenko acrescentou que irá apresentar ao Parlamento na próxima semana um projeto de lei que concederá um estatuto especial a algumas áreas das regiões de Donetsk e Lugansk, que são atualmente controladas pelos separatistas.


EUA


O Departamento de Estado americano considerou ontem que uma retirada parcial das tropas russas do território ucraniano, se for confirmada, representará “um pequeno passo adiante”.


Já a secretária de Estado adjunta para Relações Europeias e Euroasiáticas, Victoria Nuland, insistiu que “todas as forças estrangeiras devem se retirar (do território ucraniano), todos os equipamentos estrangeiros devem ser retirados, a fronteira deve ser protegida e a descentralização e a anistia prometidas devem ser ratificadas”.


Além disso, Nuland rejeitou “totalmente” as acusações do presidente russo, Vladimir Putin, que disse que o Ocidente usa a crise na Iraque para “reanimar” a Otan.


“As decisões da Otan derivam diretamente da sensação de ameaça de alguns aliados após o apoio da Rússia à divisão da Ucrânia e a intervenção direta da Rússia na Ucrânia”, acrescentou. “Ficaríamos felizes em voltar ao status quo se a Rússia o fizer primeiro”.

Rússia atribui queda de avião à Ucrânia


O ministro da Defesa da Rússia, Serguei Shoigu, atribuiu a Kiev “toda a responsabilidade” pela queda do Boeing da Malaysia Airlines, já que a tragédia ocorreu em seu território.  “A catástrofe aconteceu no espaço aéreo da Ucrânia, que tem toda a responsabilidade sobre o que aconteceu... Se a Ucrânia não tivesse decidido resolver seus problemas internos recorrendo às Forças Armadas (...), artilharia pesada, incluindo mísseis e a aviação, estou convencido de que esta tragédia não teria acontecido”, completou.