A taxa de juros cobrada da pessoa física subiu em agosto pelo 15.º mês seguido e se manteve no maior patamar desde julho de 2012, de acordo com pesquisa realizada pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) e divulgada ontem.
Segundo a associação, os juros médios passaram de 6,05% em julho (ou 102,36% ao ano) para 6,08% no mês passado (103,05% ao ano).
Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor da Anefac, atribui as altas à deterioração do cenário econômico nacional, com expectativa de piora nos índices de inflação e crescimento econômico. Isso afeta o risco de crédito, com uma maior expectativa de aumento da inadimplência, afirma.
Para os próximos meses, as taxas de juros devem se manter estáveis no curto prazo, após o Banco Central ter mantido inalterada a taxa básica de juros (Selic), afirma. “Por conta disto é provável que as taxas de juros das operações de crédito se mantenham inalteradas neste período, a não ser que, eventualmente, por conta da piora no cenário econômico, a inadimplência venha a ser elevada, o que levaria as instituições financeiras a subir suas taxas de juros mesmo em um ambiente de manutenção da taxa básica de juros”, complementa.
PESSOA JURÍDICA
Os juros médios cobrados de empresas registraram leve queda em agosto, passando de 3,45% em julho para 3,44%. Das três taxas de juros cobradas de empresas, uma subiu em agosto -desconto de duplicatas - e uma caiu - conta garantida.