11 de julho de 2026
Nacional

Puxado por serviços, País cria 101,4 mil vagas em agosto

Por Sofia Fernandes | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O Brasil registrou a criação de 101,4 mil vagas de trabalho com carteira assinada no mês de agosto, informou na quinta-feira (11) o Ministério do Trabalho. O resultado é o menor para o mês desde agosto de 2012.


O setor de serviços deu fôlego à criação de vagas em agosto, com 71,3 mil novos postos. O setor de comércio veio em seguida, responsável por 40,6 mil novas vagas no mês.


Agosto é tradicionalmente um mês aquecido para esses setores, que já estão contratando com vistas aos negócios e vendas de fim de ano.


O saldo de criação de vagas foi 20,5% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o País criou 127,6 mil postos de trabalho. Mesmo assim, foi um dado tido como positivo pelo governo, que amargava quedas no nível de contratação desde maio.


De janeiro a agosto, foram gerados 751,5 mil vagas de emprego formais. Nesse mesmo período no ano passado, esse resultado foi de 1,1 milhão. Os dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).


O Nordeste foi a região que mais empregou em agosto, em números absolutos - foram 42,1 mil novos postos. Em seguida, veio a região Sudeste, com a criação de 32,6 mil vagas formais de emprego.


O ministro Manoel Dias (Trabalho) afirmou que há um “pessimismo” na economia, mas que a despeito disso o Brasil está criando vagas como nenhum outro país. Ele admitiu que há problemas a serem enfrentados, grande parte deles decorrentes da crise internacional.


“Não podemos resolver em 12 anos o que se deixou de fazer em 500. A crise não foi gerada por nós. Apesar da crise, somos país campeão da geração de emprego e manutenção de salário acima da inflação”, afirmou.


Indústria


A indústria de transformação - na qual estão incluídas as indústrias automobilística, metalúrgica, entre outras - fechou vagas pelo quinto mês consecutivo. Houve uma redução de 4,1 mil postos nesse segmento em agosto.

Na agricultura, houve o fechamento de 9,6 mil vagas.

IBGE: comércio tem maior queda mensal desde 2008


O comércio varejista do País registrou uma queda de 1,1% no volume de vendas em julho, na comparação com o mês anterior. O resultado é o pior registrado no setor desde outubro de 2008, quando houve o estouro da crise global. Os dados foram divulgados ontem pelo IBGE.


O resultado aprofunda a perda do varejo, que há seis meses não registra crescimento. Em junho, as vendas já haviam recuado 0,7%. Na comparação de julho com igual período de 2013, as vendas caíram 0,9%. Apesar da retração, no acumulado deste ano o resultado ainda é positivo, com alta de 3,5%. Na taxa de 12 meses encerrados em julho, o setor registrou uma alta de 4,3%.


Dentre os setores pesquisados, os piores desempenhos de julho ficaram com supermercados e demais lojas de alimentos e bebidas, com perda de 1,3%, e móveis e eletrodomésticos, cujo recuo foi de 4,5%. Esses são os dois ramos de maior peso no comércio e ditaram a retração das vendas.