O secretário de Estado americano, John Kerry, se encontrou com os aliados dos EUA na Arábia Saudita, ontem, para formar uma força para combater o Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria, mas Damasco advertiu contra os ataques sem o seu consentimento.
O anúncio de quarta-feira do presidente americano, Barack Obama, de ampliar a ação contra o EI do Iraque para a Síria mudou a dimensão do conflito.
O Iraque e a oposição síria, principais beneficiários da ajuda americana para combater o grupo sunita extremista responsável por ataques atrozes, celebraram o anúncio de Obama, mas o governo sírio advertiu que uma ação “sem o consentimento do governo sírio seria um ataque à Síria”.
Rússia contra
A Rússia declarou ontem que ataques aéreos contra militantes islâmicos na Síria sem um mandato do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) seriam um ato de agressão, o que pode fazer surgir um novo confronto com o Ocidente nas próximas semanas.
“O presidente dos Estados Unidos falou diretamente sobre a possibilidade de ataques das forças armadas dos EUA contra posições do Estado Islâmico na Síria sem o consentimento do governo legítimo”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Alexander Lukashevich.
“Essa medida, na falta de uma decisão do Conselho de Segurança da ONU, seria um ato de agressão, uma grave violação da lei internacional.”
11 de Setembro é lembrado após anúncio de ofensiva
Políticos, dignitários e parentes de vítimas se reuniram em Nova York, Washington e Pensilvânia ontem para homenagear as quase 3.000 pessoas mortas durante um ataque da Al Qaeda contra os Estados Unidos há 13 anos, em 11 de Setembro.
Em uma celebração que se tornou um ritual anual, os nomes da vítimas serão lidos em voz alta na cerimônia em Nova York, pontuados por momentos de silêncio para marcas as vezes em que cada um dos aviões sequestrados colidiram contra as torres gêmeas do World Trade Center.
O presidente Barack Obama falou no Pentágono durante uma cerimônia privada para parentes das pessoas mortas no ataque ao Departamento de Defesa dos EUA.
Em Nova York, esta é a primeira solenidade desde a abertura do museu Memorial Nacional 11 de Setembro.