08 de julho de 2026
Geral

Dengue: infestação acende alerta

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Um levantamento feito pela Divisão de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde colocou Bauru novamente em alerta em relação à dengue. Após explosão de casos no ano passado (leia mais abaixo), a cidade alerta para o alto resultado da Avaliação de Densidade Larvária (ADL), finalizada no mês passado. Dos 6.569 imóveis vistoriados em vários pontos da cidade, 85 apresentaram larvas do mosquito, o que representa um Índice de Infestação Predial (IIP) para o Aedes aegypti de 1,3%, sendo que o preconizado como aceitável pelo Ministério da Saúde é de 1%. Em alguns bairros, segundo a secretaria, o mesmo índice chegou a ser ainda mais preocupante: alcançaram até mesmo 3,2%.

Entre os bairros com índices mais altos de infestação estão: a Vila Independência, Jardim Terra Branca, Vila Nipônica, o Jardim Solange, Núcleo Octávio Rasi, Jardim Redentor, Jardim Carolina, Núcleo José Regino, Vila Antártica, Jardim Brasil e Vila Cardia.

Ralos internos, gavetas de degelo nas geladeiras, recicláveis, pneus, sucatas, vasos de plantas e piscinas são alguns dos principais criadouros onde as larvas foram encontradas durante a avaliação nos bairros.

Melhora?

Em fevereiro deste ano, a secretaria realizou outra ADL, que revelou um índice geral de 3,8%.

Contudo, a queda, segundo a secretaria, deve-se ao período seco e sem chuvas prolongados vivido por Bauru. Assim, é mais do que importante o alerta.

“O índice ainda é alto, e os tipos de criadouros encontrados revelam um descuido por parte da população, em especial dentro das residências”, aponta a prefeitura, por meio da assessoria de imprensa.

Lembrando que esta avaliação difere-se do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), quando vários municípios realizam o trabalho simultaneamente e surgem comparativos.

Um novo LIRAa está previsto para ser realizado em Bauru em outubro.

Estratégias

A partir dos dados apresentados através da ADL, o poder público programa estratégias de enfrentamento segundo o tipo de criadouro encontrado.

Desde o início deste mês, os agentes de endemias atuam junto aos grandes prédios públicos ou comerciais, que apresentem grande fluxo de pessoas.

Outras equipes atuam em pontos estratégicos, tais como borracharias, estabelecimento de ferro-velho, recicláveis, oficinas e outros.

A Divisão também mantém outras ações de prevenção à doença como miniarrastões, bloqueio de criadouros (visitas individuais), ações educativas com escolas e comunidades. Além disso, há fiscalizações em terrenos baldios nos bairros com maior incidência de casos de dengue nos últimos cinco anos. São eles: Jardim Bela Vista, Pousada da Esperança, Vila São Paulo, Parque Santa Edwirges e Parque Vista Alegre.


Números da doença

Em 2014, 398 casos de dengue, desses 371 autóctones, foram registrados em Bauru até 28 de agosto, segundo o Instituto Adolfo Lutz. Não houve óbitos.

Em 2013, quando houve o “boom” dos casos, houve 7.429 registros autóctones e 13 importados. Na mesma ocasião, duas pessoas morreram.

Arquivo/ Malavolta Jr.

Dos 6.569 imóveis vistoriados em vários pontos da cidade, 85 apresentaram larvas do mosquito