08 de julho de 2026
Internacional

EUA lançam primeiro ataque ao EI


| Tempo de leitura: 3 min

Os Estados Unidos realizaram seu primeiro ataque aéreo contra o Estado Islâmico (EI) na região de Bagdá, informou ontem o Comando Central (Centcom) americano.

 

Na primeira operação contra combatentes jihadistas nos arredores da capital iraquiana, aviões americanos atacaram posições a sudoeste de Bagdá, enquanto outras aeronaves bombardearam as montanhas de Sinjar, a oeste de Mossul, no norte do Iraque, revelou o Centcom.

 

As posições a sudoeste de Bagdá eram utilizadas por combatentes do Estado Islâmico para “disparar contra soldados iraquianos”.

 

No ataque às montanhas de Sinjar, a aviação americana destruiu veículos utilizados pelo EI.

 

Desde o dia 8 de agosto, as forças americanas já realizaram 162 incursões aéreas contra os jihadistas do EI, que proclamou um califado envolvendo uma ampla região entre o Iraque e a Síria, defendido por mais de 31 mil combatentes.

 

Até o momento, as operações aéreas americanas contra os jihadistas se limitaram ao território iraquiano.

 

O presidente Barack Obama anunciou na quarta-feira passada uma nova estratégia para conter e destruir as forças do EI, que inclui a possibilidade de ataques aéreos na Síria, mas exclui qualquer possibilidade de cooperação. 

 

26 países combaterão facção radical

 

Uma conferência em Paris definiu ontem a participação de 26 países e de três entidades -ONU, União Europeia e Liga Árabe - em uma coalizão para combater a milícia radical Estado Islâmico (EI) no Iraque.

 

O EI controla parte do norte iraquiano, além de faixas do oeste da Síria, onde proclamou um califado - Estado regido pela lei islâmica.

 

Os participantes do encontro na França concordaram em apoiar o novo governo iraquiano “de todas as formas necessárias”.

 

O comunicado conjunto divulgado após o fim da reunião, porém, é genérico e não fala em bombardeios ou envio de tropas terrestres.

 

O texto se limita a oferecer “ajuda militar apropriada, correspondente às necessidades expressadas pelas autoridades iraquianas e de acordo com o direito internacional e a segurança das populações civis”. “A luta do Iraque contra os terroristas é também a nossa luta. Devemos empenhar-nos juntos, este é o objetivo desta conferência”, disse, na abertura, o presidente francês, François Hollande.

 

Os EUA afirmam que países árabes se ofereceram para realizar ataques aéreos contra a facção radical no Iraque, medida tomada apenas por Washington até agora. 

 

“Temos países nessa região, países de fora dessa região, junto aos EUA, todos preparados para fornecer ajuda militar, em ataques efetivos, caso isso seja necessário”, disse o secretário de Estado americano, John Kerry.

 

Washington ameaça Síria

 

A defesa aérea dos militares sírios enfrentaria retaliação se a Síria tentar responder a ataques aéreos norte-americanos contra alvos do Estado Islâmico na Síria, disseram altos funcionários dos Estados Unidos ontem. 

 

A autorização do presidente Barack Obama para uso do poder aéreo norte-americano contra as fortalezas do Estado Islâmico na Síria levantou a questão se o presidente sírio, Bashar al-Assad, responderia de alguma forma. 

 

Altos funcionários dos EUA que falaram com jornalistas disseram que Assad não deve interferir e que os Estados Unidos têm uma boa noção de onde as defesas aéreas sírias e instalações de comando e controle estão localizadas. 

 

Um funcionário disse que os militares de Assad apenas atuariam se houvesse ameaça sobre a capacidade dos EUA de operar na área, que colocassem as defesas aéreas da Síria na região em risco.