É tão fácil acostumar-se com o comum e tão difícil adaptar-se às diferenças. A rotina criada naturalmente, desde sua nascença, prega-se ao corpo, como uma substância tóxica viciante. Poucos são os que se reabilitam. Traçar caminhos rasos, alcançando o menor e desistindo do pior requisitado. Pelo alto preço, a população desiste de lutar para uma melhoria, aceita como dinheiro jogado fora as condições impostas pelo governo. Quem faz o país tornar-se desenvolvido é o povo, mas, sendo nós, comotizados, a precariedade permanece.
Lutando pela estabilidade ou o conforto excessivo, a desigaldade, impostas nas classes A,B,C,D,E, plantando raízes no cérebro humano, o dificultoso esbanja repreenssões. Utopia, é altamente cometido, a realização, é fracamente realizada. O conformismo com o país em que vivemos nos torna reféns do raso material, e até mesmo espiritual. Os seres humanos são semelhantes a estruturas de gesso. Estátuas apenas permanecem, sobrevivem, esperando pela morte, a vivência é esquecida.
Caroline Bertoti Palhares