08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A honestidade tem que prevalecer


| Tempo de leitura: 1 min

O artigo que o JC publicou no dia 18/10 com o título de "Vou por ordem e administrar este país" de autoria do professor e economista Pedro Grava Zanotelli, grande conhecedor desde os tempos que, com muito orgulho, foi meu professor na Escola Senac no curso de contabilidade, nos traz a realidade do problema principal que existe há muito e muito tempo sobre as doações de campanhas políticas que ultrapassam a um bilhão de reais. E, nestas eleições, não será diferente. Dentre pouco tempo virão à tona as "doações" feitas aos partidos, aos políticos, enfim, à comunidade eleitoreira que se apodera da situação das eleições e faz uma festa com o dinheiro que entra e depois, certamente, retornará com muito mais lucro aos bolsos dos que financiaram as campanhas.

Aviões, jatinhos, enfim, muitas formas de locomoção são usadas pelos candidatos para os transportarem por este Brasil imenso... E quem é que paga tudo isso? Não dá para acreditar que é doação gratuita pra o bem da Nação.

Cita o professor Pedro que um dos homens que certamente estaria indicado para que realmente acontecesse o título "Vou por ordem e administrar este país" seria o falecido Antonio Erminio de Moraes. Mas fica a dúvida: será que neste País imenso não existem outros homens de caráter e tenacidade, com honradez e o que chamaríamos de vergonha na cara, onde um fio de barba valeria a palavra do mesmo? Será que a corrupção se arraigou de tal forma nas entranhas do ser humano que hoje honestidade seria uma palavra extinta do vocabulário desses que se dizem representantes do povo?

É para se pensar e rezar para que tenhamos a certeza de que: "Só pode ser feliz um Estado edificado sobre a honestidade." (Aristóteles).

Prof. Carlos Alberto Alves Neves