08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O livre arbítrio


| Tempo de leitura: 3 min

Quando nascemos para o mundo, recebemos das mãos do "Criador" algumas "benesses" que nos acompanharão para o resto de nossas vidas. As "digitais" nas pontas dos dedos deixam claro a sua infinita sabedoria para que nos "identifique" quando, enfim, chegar o "temido" dia do "juízo" final. E é por esse maravilhoso "código de barras" humano que dizem ser quem somos, na vida e na morte. O nosso "DNA" jamais deixará dúvidas de onde "partimos" para iniciar a "jornada rumo ao pó", pois um dia "Ele" disse: "do pó viestes e ao pó retornarás". Mas Deus, com sua infalível misericórdia, nos deu o "livre arbítrio". Esse foi o seu mais generoso legado. Com ele é como se recebêssemos um "salvo conduto" para fazer o que nos "der na telha". Mas não devemos nos esquecer que seremos responsáveis pela queda do "telhado", sujeito a muitos ferimentos na "alma".

Consequentemente, tinha que haver restrições já contidas delicadamente nos "dez mandamentos", que hoje em dia poucos acatam e respeitam. De "quebra", decretou os "sete pecados capitais", menos respeitados ainda, principalmente o que diz: não cobiçar a mulher do próximo principalmente se o próximo estiver "muito próximo". O "não matarás" e o "não roubarás", esses então foram jogados na lata do lixo, numa banalização total da "vida". Se o mundo foi feito a partir do "caos", estamos caminhando a "passos largos" para o ponto de partida, ou seja, o "caos". Não importa a religião que venhamos a "professar", Deus é um só recebendo denominações variadas, a saber: Oxalá, Jesus Cristo, Buda, Maomé, Salvador, Mestre, Redentor, Senhor do Bonfim e outros que tais.

A curiosidade humana começou no que, então, era chamado de "paraíso". Deus disse ao primeiro "casal": tudo que aqui existe é para o vosso "desfrute", somente a "macieira" não deve ser tocada. Pronto, estava decretada a "curiosidade". A "serpente", que naquela época ficava "ereta" na ponta do rabo, apanhou a maçã e disse para a Eva: se "Ele" disse que tudo é de vocês, menos esta fruta, é porque nela é que mora a "sabedoria". Vai Eva, morda a maçã e dê para o Adão. Assim foi feito, e imediatamente tiveram a "consciência" de que estavam "nus". E nessa noite aconteceu o que dura até os nossos dias.

O homem é um "pseudo" dono do próprio nariz, pois para usá-lo necessita de "ar". E de onde vem esse ar? Vem do seu "sopro divino" que foi direto para os "orifícios nasais", o que chamamos de "sopro da vida", e que esse sai no "último alento" quando partimos para um outro plano. Tudo tem um começo e sempre terá um fim, não importando aonde a "longevidade" nos leve. Uns ficam mais, outros menos, com o tempo necessário e hora marcada do "retorno". E é nessa volta que são "pesados" os prós e contras no "purgatório". Ele existe para que "expiemos" nossos pecados pagando o preço justo até obter o "perdão", o mesmo perdão que foi concebido para "Madalena". Hoje em dia, seríamos "apedrejados", com toda certeza. Deus não quer que tenhamos "medo" dele, mas que respeitemos as suas "leis" para que possamos estar à sua direita depois do juízo final. O assunto merece uma intensa reflexão.

Irineu Luzia Fernandes ? aposentado, poeta, temente a Deus e que ama viver