08 de julho de 2026
Nacional

Dilma volta a usar leis trabalhistas

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

A presidente Dilma Rousseff (PT) voltou a criticar ontem sua principal adversaria na corrida eleitoral, Marina Silva (PSB), a quem acusa de querer flexibilizar as leis trabalhistas em um eventual governo.

“Férias, décimo terceiro, hora extra... Isso são conquistas e conquistas. Não tem flexibilização nisso. Conquista se defende”, disse a petista antes de iniciar uma carreata na zona sul de São Paulo.

A presidente disse ainda que pregar a revisão de leis trabalhistas no Brasil é um “atraso”. Marina e seus coordenadores de campanha já negaram que tenham intenção de alterar aspectos centrais da legislação.

Depois de ser criticada pelos dois principais adversários por não ter entregue as 6 mil creches que prometeu em 2010, Dilma defendeu o legado do PT na área e disse que a meta é universalizar o acesso à pré-escola e fazer “escolas-creche”.

A presidente fez um minicomício. No ato, voltou a dizer que, na reta final, a eleição “fica mais tensa” e pode ser que existam “mentiras e boatos falsos para convencer o povo, enganando o povo”.

A petista afirmou que combate “sem trégua” a corrupção. “Não somos aquele governo que varria tudo para debaixo do tapete”, disse, numa referência velada à gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). “Doa a quem doer, atinja quem atingir, nós puniremos os culpados.”

O discurso de que combate a corrupção está sendo usado pelo PT para minimizar os impactos das recentes denúncias envolvendo a Petrobras.

Silêncio sobre IBGE

A presidente deixou a entrevista coletiva sem responder a perguntas feitas pelos jornalistas em relação aos erros reconhecidos pelo IBGE nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

O órgão afirmou ontem que divulgou um valor equivocado do índice de Gini, que mede a desigualdade no país, e corrigiu o indicador para baixo, o que significa uma melhora da distribuição de renda na população brasileira em 2013.