09 de julho de 2026
Internacional

Plebiscito na Escócia abre a corrida para eleição britânica

Por Leandro Colon | Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

A conclusão do plebiscito de independência da Escócia transformou-se no pontapé da campanha para as eleições gerais do Reino Unido, marcadas para maio de 2015.

A partir de agora, com a garantia dos escoceses no tabuleiro, conservadores e trabalhistas começam a corrida pelo governo britânico - tendo nas laterais os liberais democratas e a crescente extrema-direita do Ukip.

A permanência da Escócia evitou um desastre político na carreira do primeiro-ministro conservador David Cameron, que buscará seu segundo mandato. Em sua sombra no Partido Conservador estão o prefeito de Londres, Boris Johnson, que disputa uma vaga no Parlamento, e os ministros George Osborne (Finanças) e Theresa May (Interior).

A separação da Escócia aumentaria a pressão pela renúncia do chefe de governo, colocando seu partido numa situação de fragilidade.

Impopular naquele país, dominado pelos trabalhistas, Cameron teve que passar pelo constrangimento de visitá-lo duas vezes nos dias que antecederam o plebiscito para apelar pelo voto contra sua independência.

Recentes pesquisas têm apontado ligeira vantagem dos trabalhistas na disputa pelas cadeiras do Parlamento britânico, critério que define, pelo sistema parlamentarista, quem comanda o governo do Reino Unido.

Levantamento do instituto Opinium com 1.960 eleitores, divulgado pelo jornal “The Guardian” no dia 13 de setembro, mostra os trabalhistas com 37% da preferência, ante 29% dos conservadores.

Os liberais democratas têm apenas 7%, e o Ukip, fenômeno de extrema-direita na eleição do Parlamento europeu, aparece com 19%.