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Éder Azevedo |
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Duda Trevizani: “Departamento de cobrança forte é essencial” |
A média de inadimplência nas escolas particulares de todos os níveis do Ensino – Infantil, Fundamental e Médio – apresentou queda em Bauru. Entre junho e julho, época do ano em que o número de devedores comumente começa a aumentar, as escolas da região de Bauru apresentaram diminuição no índice, de 8,36%, (junho) para 6,52% (julho). O número, apresentado pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (Sieeesp), reforça uma queda que vinha sendo observada desde o ano passado, quando o índice de pais inadimplentes chegou a 13,04% em junho e caiu para 9,52% em julho.
Outro dado é que a inadimplência da região está, em julho deste ano, abaixo da média estadual, que é de 7,31%.
Apesar da queda, o número ainda é considerado alto pelo sindicato. “O suportável pelas escolas é abaixo de 5%”, aponta o vice-presidente do Sieeesp, José Augusto de Mattos Lourenço, que esteve na semana passada em Bauru para reunião com os mantenedores de colégios da região.
Vale ressaltar que, dos 265 mil alunos que as redes estadual e particular abrigam, 20%, ou seja, 52 mil correspondem à escola privada.
Entre os motivos que levaram a queda, o Sieeesp aponta que tem orientado as escolas a serem mais rígidas com as cobranças. “Quanto mais a dívida acumula, mais difícil fica receber”, frisa Lourenço.
Fortalecidos
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Nesse sentido, o diretor regional do sindicato, Gerson Trevizani, o Duda, destaca que o departamento de cobrança das escolas de Bauru e região está cada vez mais fortalecido. “Manter um departamento forte é caro, mas ainda é essencial para alguns colégios. Não temos muitas escolhas, não dá para cobrar do aluno e o ciclo do ensino também não pode ser interrompido”, frisa Duda.
Pela legislação atual, os estabelecimentos de ensino não podem cancelar a prestação do serviço com o aluno por falta de pagamento. Entretanto, passados 90 dias de atraso, as instituições são liberadas para realizar a inclusão do nome dos devedores no serviço de proteção ao crédito.
Apesar de apresentar crescimento de 2% a 5% ao ano, a rede particular é suscetíveil a quebras. Das 5.500 escolas que fecharam ou paralisaram as atividades nos últimos anos, 92% eram escolas particulares.
Para Duda, o ideal seria que o sistema de matrícula das escolas funcionassem como das universidades, ou seja, de forma semestral.
Menos viagens
Duda também atribui o momento da economia. “As famílias estão abdicando de compras para pagar dívidas. Percebemos isso pela queda no consumo em todo o comércio”, avalia o diretor regional do Sieeesp. “O pessoal também está viajando bem menos. E, um dos grandes problemas da inadimplência escolar era esse, nas férias, a escola acabava em segundo plano”, conclui.
Aumento na mensalidade
Vice-presidente do Sieeesp, José Augusto Lourenço antecipou ao JC que, para o próximo ano, é esperado um incremento de, no mínimo, 8,5% nas mensalidades das escolas particulares. O número refere-se à expectativa da inflação somada ao aumento real na folha de pagamentos de professores e funcionários. “Cada escola irá avaliar sua realidade. Nesse índice, não estou contabilizando, por exemplo, o aumento dos insumos, que também deve ocorrer”, frisa Lourenço.