11 de julho de 2026
Internacional

Rebeldes pró-Rússia farão eleições no leste da Ucrânia em novembro

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Enquanto retiram gradualmente a sua artilharia, permitindo o estabelecimento de uma zona desmilitarizada na fronteira da Rússia com a Ucrânia, rebeldes pró-Rússia convocaram nesta terça-feira (23) a realização de eleições presidenciais e legislativas em novembro no leste da Ucrânia.O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, recusou-se a comentar o anúncio dos rebeldes.

 

Após a assinatura, em 5 de setembro, de um cessar-fogo para tentar acabar com o conflito armado, que já matou mais de 3.200 pessoas segundo a ONU, o Parlamento ucraniano aprovou em 16 de setembro um estatuto especial para as regiões separatistas e a realização de eleições locais em 7 de dezembro, além de uma anistia condicional para os combatentes.

 

"Pensamos organizar as eleições do Conselho Supremo (Parlamento) e do chefe da República em 2 de novembro", disse o primeiro-ministro da autoproclamada República Popular da Donetsk, Alexander Zajarchenko, que insistiu que não irá participar da organização da eleição legislativa ucraniana, marcada para 26 de outubro.

Alexei Kariakin, presidente do Conselho Supremo da também autoproclamada República Popular de Lugansk, disse que as eleições presidenciais e legislativas locais serão organizadas também em 2 de novembro.

 

Os rebeldes pró-Rússia anunciaram nesta terça que começaram a retirar seus setores de artilharia do leste da Ucrânia, onde o Exército ucraniano está fazendo o mesmo. Mas ainda foram registrados combates na região, especialmente no aeroporto de Donetsk.

 

Três dias após a assinatura de um acordo em Minsk que reforça as medidas de cessar-fogo decididas em 5 de setembro, estão sendo progressivamente criadas as condições para uma trégua.

 

"Temos retirado a nossa artilharia de áreas onde as forças regulares ucranianas fizeram o mesmo. Em lugares onde a artilharia ucraniana não foi removida, não vamos retirar a nossa", disse Zajarchenko.

 

Ao eliminarem gradualmente as suas armas, as duas partes permitem o estabelecimento de uma zona desmilitarizada de 30 km ao longo da linha de frente, congelada em 19 de setembro.A criação desta zona é uma parte fundamental do acordo de paz entre Kiev e os separatistas.