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Malavolta Jr. |
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A laranja-lima cresceu mais que as outras e chamou a atenção |
Uma laranja-lima foi a surpresa que o português Adérito Alcino Reis, 83 anos, que mora com sua esposa na rua Saldanha da Gama, Vila Souto, em Bauru, recebeu este mês. Mas o que pode ter a fruta de tão surpreendente. “Nunca vi uma laranja-lima desse tamanho”, disse.
Há seis anos, o aposentado comprou um terreno em frente de sua residência e começou a plantar feijão e mandioca. Com o tempo, a área passou a ter pés de limão, uvas e laranjas. E foi de lá que veio a tal “laranja gigante”
Em meio às frutas, ele encontrou uma com cerca de 10 centímetros de diâmetro. “Eu comprei a muda de laranja-lima em uma loja onde sempre costumo ir. As outras cultivaram normal, mas uma ficou no alto e começou a crescer, crescer e a crescer”, disse o aposentado, surp-reso.
Como a fruta está no alto, Adérito não quis se arriscar a pegá-la e a prová-la. “Minha mulher quer comê-la, mas prefiro deixar onde está”, brincou.
Indagado se não tem curiosidade para saber como é a fruta, Adérito afirmou que ela deve ser doce. “Se for que nem as outras, deve ser bem docinha. Mas nunca comi nenhuma fruta gigante. Fico com medo porque ela desenvolveu muito rápido. Mas foi uma surpresa quando a vi”.
Possíveis causas
Para o professor Aloisio Costa Sampaio, da Faculdade de Ciências da Unesp de Bauru, a diferença de tamanho dos frutos pode ser decorrente de diversos fatores, entre eles uma melhor polinização por abelhas. “Quanto maior for a transferência de pólen das flores, maior número de sementes e maior tamanho dos frutos. Mas outro possível efeito seria um menor número de frutos no ramo, de modo que os fotoassimilados, produzidos pela fotossíntese, são drenados em maior volume para um único ou menor número de frutos do ramo”, explicou.
Ainda segundo o professor Sampaio, em algumas frutíferas como goiaba, pêssego, nectarina, têm-se a prática de desbaste ou raleio de frutos, que consiste na eliminação de 40% a 60% dos frutos, a fim de que os remanescentes possuam maior tamanho (calibre) e, consequentemente, um maior valor de mercado.
“Na citricultura não se tem esta prática, mas, por motivos atípico,s neste caso, pode ter ocorrido um pegamento de apenas um fruto no ramo”, conclui.