Ao menos 2.917 pessoas morreram vítimas do ebola em 6.263 casos registrados nos cinco países da África Ocidental afetados pela doença, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) disse nesta quinta-feira (25).
A maior epidemia de ebola da história atinge a Guiné, Libéria, Serra Leoa, Nigéria e Senegal.
A OMS disse que ainda são necessários mais 1.550 leitos na Libéria. A tendência de propagação do vírus continua alta no país, assim como em Serra Leoa.
Já na Guiné, os casos parecem ter estabilizado. Houve relatos de que moradores da região de Fassankoni montaram barricadas para evitar que equipes de tratamento do ebola entrassem, disse a OMS.
"A situação na Guiné, embora ainda seja de grande preocupação, parece ter estabilizado: entre 75 e 100 novos casos confirmados foram notificados em cada uma das cinco últimas semanas", disse a OMS em um comunicado
Serra Leoa
Serra Leoa colocou mais três distritos sob quarentena por tempo indeterminado para tentar isolar os casos de ebola, informou o presidente Ernest Bai Koroma.
Agora já são cinco de 14 distritos do país isolados.
Os novos distritos em quarentena são Port Loko e Bombali, no norte, e Moyamba, no sul, segundo um comunicado de Koroma.
"O isolamento dos distritos vai certamente implicar grandes dificuldades para o nosso povo naqueles locais", disse Koroma. "[Mas] a vida de todos e a sobrevivência de nosso país são prioritários em relação a essas dificuldades".
Dos 2.917 mortos pelo ebola, 600 são de Serra Leoa.
As novas restrições podem prejudicar ainda mais as grandes empresas de minério de ferro que operam em Serra Leoa. A concessão London Mining e a African Minerals têm atividades em Port Loko.
Na semana passada, o governo ordenou que os 6 milhões de cidadãos do de Serra Leoa ficassem em casa por três dias, de sexta-feira até domingo à noite. Equipes de saúde com 30 mil pessoas visitaram casas em todo o país em busca de infectados.