11 de julho de 2026
Esportes

Empatados na semi, Bauru e Franca decidem hoje quem fica à frente


| Tempo de leitura: 4 min

João Rosan

No último jogo, Larry fez 15 pontos e distribuiu 4 assistências

Após perder para Franca por 80 a 82 no último sábado (27), jogando no Ginásio Panela de Pressão, pelo segundo duelo dos playoffs de semifinal do Campeonato Paulista de Basquete, o Paschoalotto/Bauru volta à quadra hoje contra o rival, às 20h, em Franca, para reverter o placar das sêmis.

 

Na estreia da série melhor de cinco jogos, na última quinta-feira (25), o time do técnico Guerrinha saiu na frente ao vencer o adversário por 95 a 72. Porém, na segunda partida dentro de casa, Bauru não conseguiu passar pela defesa francana e foi derrotado. Com isso, o playoff está empatado por 1 a 1. O jogo de hoje determinará quem fica à frente no placar. 

 

Vantagem

 

Bauru tinha a vantagem de decidir o playoff em casa por ter realizado uma melhor campanha na primeira fase da competição. Mas com a derrota do último sábado, os comandados de Guerrinha terão a obrigação de vencer ao menos um dos dois confrontos na casa do rival para seguirem vivos no torneio. 

 

Com a classificação da fase inicial (pelo Grupo A, Bauru ficou em 2.º lugar e Franca em 4.º e, apesar do mesmo número de pontos e vitórias, o Dragão conseguiu uma maior pontuação em jogos: 842 a 729), Bauru abriu a série melhor de cinco com os dois primeiros jogos na Panela e, caso necessário, teria o benefício de decidir o quinto duelo em seus domínios. 

 

Agora, não resta outra alternativa a não ser “dar o troco”, vencer ao menos um jogo no Ginásio Pedrocão e ter novamente a chance de fechar na Panela. 

 

Pela outra chave, Limeira tem 2 a 0 em cima do Paulistano (atual vice da competição) e também entra em quadra hoje, em jogo que pode determinar o primeiro finalista do Estadual.

 

Complicado

 

Para o técnico Guerrinha, o time de Bauru encontrará hoje um jogo mais difícil do que no sábado (27). “Será uma partida complicada. Eles estão vindo de uma vitória e estão mais confiantes, com mais moral. Mas nossa equipe fez bons treinamentos, conversou bastante e temos condições de vencer aqui (em Franca)”, opina o comandante. 

 

O treinador também acredita que a equipe bauruense errou chutes decisivos na última derrota. “Nossos jogadores individualizaram muito a partida. Quiseram decidir alguns lances sozinhos na intensão de ajudar a equipe, mas isso acabou atrapalhando. Precisamos melhorar a defesa e ter um aproveitamento melhor no jogo de amanhã (hoje)”, observa Guerrinha. 

 

Time das viradas

 

Apesar do atual empate no playoff entre Bauru e Franca, o time do técnico Lula Ferreira é acostumado a reverter vantagens e dificultar as séries. 

 

Nas sêmis do Paulistão de 2013, também protagonizada por Bauru e Franca, onde o primeiro tinha a vantagem e estava à frente com 2 a 0, a equipe rival conseguiu vencer as outras duas partidas em casa forçando a série para um quinto duelo (desta vez na Panela), onde o Dragão venceu e seguiu para a final do campeonato, conquistando o título sobre o Paulistano. 

 

Já nas quartas de final deste ano, Franca conseguiu vencer o melhor time da competição, o Pinheiros, duas vezes na casa do adversário, e fechou a série em 3 a 0 no Pedrocão. “Franca é uma ótima equipe. Apesar do bom histórico em revertidas na vantagem, com a nossa equipe eles nunca reverteram. São coisas que acontecem em playoffs. Mas nosso time está se ajustando e buscará a vitória”, aponta Guerrinha.  

Pedrocão ou Poli?

O jogo é no Pedrocão. Pedrocão? A partida é no Poli. Em Franca é assim, basta chamar o principal ginásio local de Pedrocão para o francano logo saber que você não é da cidade. O ginásio Pedro Murila Fuentes faz homenagem ao “pai” do basquete francano e fundador de um estilo de jogo que é marca registrada do basquetebol de uma cidade conhecida como “Capital do Basquete”.

O ginásio foi inaugurado em 19 de janeiro de 1975 na abertura da 39.ª edição dos Jogos Abertos do Interior. A capacidade do projeto original do Poliespotivo de Franca era para 3.500 pessoas. Permaneceu Poli por 21 anos. Foi só em 7 de setembro de 1996, após reforma, que o local foi reinaugurado homenageando Pedro Murila Fuentes, o Pedroca, comportando até 7 mil torcedores e com a instalação do placar eletrônico no centro do ginásio, com visão para os quatro lados, sendo o primeiro da América Latina.

 

Homenageado 

 

O paulistano Pedroca, descendente de espanhóis, chegou a Franca em meados do século passado. Visionário, de professor de educação física em uma escola local, tornou-se técnico da equipe da cidade e desenvolvedor de um estilo próprio de jogo, precursor no Brasil da ênfase na defesa. Percebendo as limitações ofensivas de seu time, Pedroca passou a usar conceitos novos no País como marcação dupla e da linha do passe, além da mistura de defesa por zona com individual.

 

O resultado foi que nos anos 60 Franca já jogava um basquete moderno. O técnico ainda utilizou técnicas de atletismo nos treinamentos, melhorando a capacidade física e a impulsão dos jogadores. Pedroca permaneceu no comando do time francano 1951 a 1983 e deixou vários discípulos, entre eles Hélio Rubens e Jorge Guerra, que disseminaram o estilo de jogo nascido em Franca por outras equipes brasileiras.