Os manifestantes pró-democracia de Hong Kong prosseguiram ontem com protestos exigindo mais liberdades políticas.
As manifestações em curso há algumas semanas na ex-colônia britânica se intensificaram no fim de semana. Foi o episódio de violência urbana mais grave desde que o território foi devolvido a China em 1997.
No domingo à noite, a polícia usou gás lacrimogêneo e spray de pimenta para dispersar os manifestantes, o que provocou cenas de caos pouco frequentes nas ruas de Hong Kong.
Em um aparente gesto de apaziguamento, o governo de Hong Kong anunciou na tarde de ontem a retirada da polícia antidistúrbios das ruas, mas pediu em troca aos manifestantes “que liberem as ruas ocupadas o mais rápido possível, para dar passagem aos veículos de emergência e restabelecer os serviços de transporte público”.
Porém, os manifestantes pró-democracia desafiaram a polícia e se mantiveram firmes no centro da cidade, um dos centros financeiros mundiais, num dos maiores desafios políticos para o governo chinês desde a repressão da Praça Tiananmen, há 25 anos. De acordo com a rádio RTHK, 41 pessoas ficaram feridas durante os confrontos e foram hospitalizadas. No total, 78 foram detidas por diversos motivos.
DEMOCRACIA
Os manifestantes exigem que Pequim suspenda as restrições às eleições em Hong Kong, um território que goza de mais liberdades políticas que o restante do país, como a liberdade de expressão e de manifestação.
EUA e Reino Unido apoiam manifestantes
Os EUA estão acompanhando de perto os protestos por democracia em Hong Kong e apoiam as “aspirações do povo de Hong Kong”, disse o porta-voz da Casa Branca Josh Earnest ontem.
Também a Grã-Bretanha disse ontem que é importante que Hong Kong mantenha o direito de manifestação, após os maiores protestos no local desde que a China retomou o controle da ex-colônia britânica, em 1997. O governo britânico disse está monitorando os eventos cuidadosamente.