Nada mais revoltante do que abrir o JC e ler que escolas, creches, associações de bairro e entidades assistenciais públicas e privadas foram invadidas, depredadas e furtadas por elementos que deveriam, no mínimo, estar enjaulados como animais selvagens. Triste dizer isso, mas é a pura realidade. Essa conversa de alguns que devemos educar e mostrar o caminho não está funcionando. Quem se presta a fazer essas coisas não deve ter lar, pai, mãe, filhos, irmãos ou outros parentes e amigos, não estão nem aí para a educação, o futuro para eles é o "momento", quanto mais bagunça, melhor. Pior ainda é saber que, quando presos, raramente acontece, são pessoas do mesmo local. Ninguém, em sã consciência, sai de um bairro distante para cometer vandalismo em outro bairro, sabe que a coisa pode pegar.
Não sou fã nem adepto de retaliação física, mas não deve ser difícil os moradores, principais beneficiados dessas instituições e serviços, identificar e denunciar esses vândalos pelo Disque-Denúncia. Talvez, digo talvez, a redução da idade penal pudesse minimizar esses absurdos, na maioria das vezes cometidos por menores, usuários e moradores das proximidades desses locais. Atualmente a polícia apreende, chama os pais e solta na mesma hora. Essa sensação de impunidade acaba gerando novos delitos. Se fosse tão fácil mudar, que me perdoem entidades assistênciais sérias, que dão "murro em ponta de faca" fazendo o melhor e o possível para mudar essa situação, veríamos inúmeros "defensores" de direitos humanos "adotando", educando e acolhendo em suas casas menores infratores.
A desculpa é sempre a mesma: "Para isso existem locais próprios e só denunciamos abusos". Absurdo, abuso é o que esses caras fazem impunemente com a gente.
Roberto "general" Macedo