08 de julho de 2026
Geral

Bancários de Bauru estimam adesão à greve

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

A greve dos bancários começou com 70% de adesão das 60 agências existentes em Bauru, ontem. A informação é do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas – que afirma, ainda, que, ao longo do primeiro dia de movimento, outras duas agências também acabaram fechando as portas à tarde. 

 

A greve, que acontece por reajuste de salário e melhores condições de trabalho e atendimento ao público, segue por tempo indeterminado, segundo o sindicato. Agências de apenas uma rede bancária, que possui 12 unidades na cidade, não aderiram ao movimento (Bradesco).

 

A greve em Bauru foi definida após assembleia na noite de anteontem, quando os bancários decidiram aderir ao movimento aprovado pela categoria em âmbito nacional.

 

Tranquilo

 

Ao JC, a entidade afirma o primeiro dia de greve foi tranquilo, ou seja, sem tumultos ou confusões.

 

“Não houve nada envolvendo polícia. Ouvimos algumas reclamações de clientes em uma agência no Centro, mas no fim das contas, deu tudo certo e, alguns  clientes, utilizaram o autoatendimento”, afirma a diretora do sindicato, Maria Bueno Camargo. “Acreditamos que o Movimento maior aconteça no quinto dia útil, mas esperamos que os clientes entendam que estamos lutando para minimizar o sofrimento deles mesmos dentro das agências”, completa Maria.

 

Segundo o sindicato, ao menos 1.500 trabalhadores da categoria estavam paralisados na cidade nesta terça-feira.

 

Em pauta

 

No último sábado, as instituições financeiras propuseram aumento de 7,35%. 

 

A proposta foi rejeitada pela categoria que, em Bauru, reivindica reajuste de 35%, percentual que contemplaria a inflação do período, perdas salariais históricas e mais 10,5% relativos à média da produtividade dos maiores bancos do País nos últimos 12 meses. 

 

Em tempo: sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e não ao Conlutas, como ocorre em Bauru, querem um valor diferente: reajuste de 12,5%.

 

A categoria também reivindica Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) linear, ou seja, que 25% do lucro líquido de cada banco seja rateado entre os funcionários. 

 

Além do reajuste salarial, a entidade luta, ainda, para que todos os benefícios - como vales-alimentação, refeição e auxílio-creche - sejam corrigidos em 35%. 

 

Também pede isonomia nos bancos públicos, contratação de mais bancários, fim do assédio moral para o cumprimento de metas de produção e estabilidade no emprego para funcionários de bancos privados.

 

Para se ter ideia da força do movimento, no ano passado, a paralisação dos bancários levou 23 dias para ser encerrada. 

 

Greve fecha 6,5 mil agências

Folhapress

 

No primeiro dia de greve dos bancários, 16 mil profissionais não trabalharam em São Paulo, Osasco e região metropolitana, paralisando as atividades de 626 locais de trabalho - incluindo agências e centros administrativos- segundo o sindicato da categoria na região.

 

Na avenida Paulista, um dos principais polos financeiros da cidade, das 43 agências visitadas pela equipe de reportagem, 31 estavam fechadas. Na avenida Brigadeiro Faria Lima, outro importante centro comercial e financeiro, das 38 agências visitadas, 27 não abriram. 

 

Em alguns bairros, no entanto, os sinais da greve não foram tão evidentes. Nas avenidas Domingos de Morais e Lins de Vasconcelos, na Vila Mariana, por exemplo, grande parte das agências funcionava normalmente. 

 

BRASIL

 

Pelo País, 6.572 agências e centros administrativos de bancos ficaram fechados nos 26 Estados. A greve atinge, portanto, 28,6% das 22.987 agências bancárias brasileiras. O balanço é da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que coordena a paralisação. 

 

Os dados foram estimados pela Contraf-CUT a partir de informações dos 134 sindicatos que integram o Comando Nacional dos Bancários, que representa 95% dos 511 mil trabalhadores da categoria no País. Destes, 142 mil trabalham na região metropolitana de São Paulo. 

 

Não foi divulgado o número total de trabalhadores que aderiram à mobilização pelo reajuste salarial. 

 

Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirma que, apesar da greve, o consumidor ainda dispõe de vários canais para realizar transações financeiras, dentre eles a Internet, aplicativos de celular e caixas eletrônicos. 

 

A Febraban não realizou um balanço da paralisação nas agências do País e se declarou confiante “na manutenção das negociações para um desfecho da convenção coletiva 2014/2015.” 

 

Os bancos e o Procon de São Paulo recomendam ao consumidor que procure uma alternativa (internet, correspondentes bancários e outros meios) para pagar as contas porque a greve não pode ser usada como argumento para inviabilizar o pagamento.