09 de julho de 2026
Internacional

Atos pedem saída de líder de Hong Kong

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

No dia em que a China comunista comemorou seu aniversário de 65 anos, milhares de manifestantes pró-democracia em Hong Kong mantiveram a ocupação de ruas pelo sexto dia, em protesto contra a interferência de Pequim.


Líderes estudantis deram um ultimato ao chefe do Executivo do território, Leung Chun-ying, ameaçando promover uma escalada nas manifestações caso ele não renuncie ao cargo hoje. Uma das ações prometidas pelos estudantes é a ocupação de prédios do governo.


Era o dia nacional da China, mas não havia uma só bandeira do país entre os manifestantes que se espalharam por várias ruas de Hong Kong, paralisando uma artéria central da principal praça financeira da Ásia.


A maioria vestiu roupas pretas para expressar seu repúdio a Pequim, usando fitas amarelas ou segurando guarda-chuvas, que viraram o símbolo dos protestos depois de serem usados como escudos contra o gás lacrimogêneo e o spray de pimenta da polícia no último domingo.


Nos muros, cartazes exaltavam a “revolução dos guarda-chuvas”. Em várias partes da região de Admiralty, onde ficam as sedes do governo e do Legislativo, pequenos pedaços de papel com mensagens defendendo a democracia formaram mosaicos.


Além da renúncia de Leung Chun-ying, os manifestantes exigem que o governo chinês reveja a decisão de impor restrições à eleição direta do próximo chefe do Executivo de Hong Kong, marcada para 2017. Eles acusam Pequim de ter quebrado sua promessa de permitir o sufrágio universal na antiga colonia britânica, que voltou ao controle chinês em 1997.


Num movimento sem liderança clara, pequenos grupos se juntavam para ouvir discursos improvisados ou simplesmente para cantar slogans em defesa da liberdade.