A avenida Comendador Joaquim da Silva Martha é uma via expressa ou via de tráfego contínuo, via de comunicação para tráfego entre bairros, permitindo mais mobilidade e isolamento dos veículos no trânsito em Bauru, cidade em que faltou planejamento neste sentido no passado. A crítica ao viaduto que irá transpor a linha férrea sobre a avenida Comendador tem algumas razões, mas o planejamento se voltou para permitir o fluxo, restringindo os cruzamentos e permitindo o acesso entre os bairros. Mas a questão que se prende é como é possível permitir de forma privilegiada a construção de um acesso na forma de rotária para atender exclusivamente um empreendimento imobiliário privado?
Não dotado de conhecimento de engenharia de trafego, entendo que deveria ser feito uma rotária (trevo) na confluência com a avenida Comendador da Silva Martha, Rua Felicíssimo Antônio Pereira e avenida Mario Ranieri, a qual permitiria atender de forma segura o acesso e o retorno. O retorno se daria na redução do intervalo entre as vias duplas até o trevo e após este local, porém, sem interromper a avenida Comendador, retornando seria o acesso ao empreendimento imobiliário privado. A referida rotária ao empreendimento imobiliário privado apresenta obstáculos (árvores na curva) e desníveis entre a entrada do empreendimento imobiliário privado e o nível da Comendador, que poderá eventualmente produzir acidentes, seja no choque com as árvores ou deslocamentos em direção ao córrego. Existe radar? Sim, existe, mas com a imprudência pode ocorrer e as fatalidades serão responsabilidade dos autorizadores da construção da rotária ao empreendimento imobiliário privado.
Outra questão importante é o acesso (rua Alberto da Silva Leda) que termina na Comendador e obriga os veículos a cruzá-la de forma perigosa para acessar a rotária do empreendimento imobiliário privado e acessar a rotária ao empreendimento imobiliário privado e a Comendador, em direção aos Altos da Cidade. Outra questão importante: quem esta custeando as obras? Prefeitura ou o empreendimento imobiliário privado?
Alvaro Jobal Salvaia Junior, advogado e empresário