11 de julho de 2026
Esportes

Seleção faz 1º treino em Pequim com só 17 jogadores

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 3 min

Rafael Ribeir/CBF

Dunga conversa com jogadores no centro do gramado antes do início do treinamento em Pequim

A seleção brasileira realizou nesta terça-feira (7) o seu primeiro treino em solo chinês. Dos 23 convocados, 17 foram ao gramado do Olympic Sports Center Stadium, em Pequim. A atividade durou cerca de 1h30. Sábado, o Brasil enfrenta a Argentina, no Ninho do Pássaro, pelo Superclássico das Américas. Três dias depois encara o Japão, em Cingapura.

 

Ainda não se apresentaram à seleção o meia Kaká, o volante Souza o goleiro Marcelo Grohe, o zagueiro Juan e o volante Rômulo. O zagueiro David Luiz chegou a Pequim depois que o treinamento já tinha sido iniciado.

 

O goleiro Jefferson, que sofreu uma luxação no dedo mínimo na mão esquerda, semana passada, em partida contra o Santos, pela Copa do Brasil, treinou normalmente. Ao lado de Rafael Cabral, o botafoguense passou praticamente a atividade toda defendendo chutes do preparador de goleiros Taffarel.

 

Para os jogadores de linha, o treino foi leve, já que 12 atletas haviam desembarcado em Pequim horas antes de ir a campo. Dunga não deu pistas da equipe titular, dividiu os jogadores em três grupos e fez um trabalho em campo reduzido. Na equipe de colete vermelho atuaram Diego Tardelli, Filipe Luís, Philippe Coutinho, Mário Fernandes e Éverton Ribeiro. De branco estavam Oscar, Elias, Willian, Danilo e Gil. Já Neymar, Dodô, Luiz Gustavo, Miranda e Robinho estavam sem colete. 

 

Miranda e Danilo não participaram dessa atividade. Enquanto os outros jogadores davam sequência ao trabalho em campo reduzido, os dois fizeram alongamento. A seleção brasileira volta a treinar nesta quarta-feira às 4h30 (horário de Brasília). A previsão é de que Dunga tenha todos os jogadores à disposição e esboce o time que começará jogando contra a Argentina.

 

Miranda tem a receita para seleção neutralizar Messi

 

Poucos jogadores da seleção brasileira conhecem Messi tão bem como Miranda. Nos últimos três anos, o zagueiro do Atlético de Madrid já enfrentou o astro da Argentina em jogos do Campeonato Espanhol, Supercopa da Espanha e Liga dos Campeões. E levou a melhor em várias oportunidades. Por isso, ele dá receita de que como a defesa brasileira terá de se comportar no sábado, em Pequim, diante da Argentina, no Superclássico das Américas.

 

"Tem de estar atento do primeiro ao último minuto. O Messi é um jogador decisivo e qualquer minuto que você deixe de ter cuidado pode ser decisivo porque ele obriga o defensor a estar atento o jogo inteiro", disse o ex-são-paulino nesta terça-feira, em Pequim.

 

Após ser convocado algumas vezes por Felipão, mas ficar de fora da Copa do Mundo, o zagueiro foi titular nos dois primeiros jogos sob o comando de Dunga, contra Equador e Colômbia, mês passado, e considera fundamental vencer a Argentina. "A seleção tem de recuperar a autoestima e isso só acontece vencendo as grandes seleções. Vamos enfrentar a seleção vice-campeã do mundo um grande adversário, que vai exigir muito dos nossos jogadores. Mas todos que estão aqui estão preparados para enfrentar esse tipo de jogo e vamos procurar buscar a vitória", disse.

 

Miranda, no entanto, reconhece que a Argentina chega ao Superclássico como favorita. "A seleção brasileira está em processo de renovação e a Argentina continua com os mesmos jogadores. É uma seleção praticamente formada."

 

Dunga ainda não definiu os titulares, mas Miranda deve formar dupla de zaga com David Luiz - os dois já jogaram juntos contra a Colômbia. Três dias depois de enfrentar a Argentina, a seleção faz amistoso contra o Japão, em Cingapura.