Uma suposta irregularidade na rescisão contratual de 280 funcionários da empresa terceirizada em segurança Suporte, que oferece serviço às agências da Caixa Econômica Federal de Bauru e região, foi levada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) ontem.
Quem denunciou as irregularidades foram os sindicatos dos Bancários de Bauru e Região/ Conlutas e dos Vigilantes de Bauru e Região. “Ficamos sabendo que, no dia 25, a empresa (Suporte) pediu o documento das pessoas para fazer o contrato de trabalho na empresa nova (nova contratada), porque aproximadamente 90% dos funcionários serão remanejados. Nada trazia a data do aviso prévio, se vai pedir para a pessoa utilizar ou se a empresa vai pagar. Nada foi dito”, disse Maria Bueno Camargo, diretora do Sindicato dos Bancários.
Segundo ela, ontem veio a tal data. “A partir do dia 25 de outubro, eles já estão na empresa nova, já está chamando seus funcionários individualmente para ir assinar o contrato com a nova empresa. Neste documento tem a data do aviso prévio do dia 25, retroativo, não fala o que vai ser feito”,
O diretor do sindicato dos vigilantes, Benedito Pires, afirma ainda que tinha informado a Caixa Econômica Federal que iria fiscalizar o fato. “Hoje (ontem) vamos estar ingressando com ações contra a Caixa e contra a empresa Suporte”, completou.
A reportagem conversou com responsáveis pelo departamento pessoal da Suporte e foi informada que desconhece a queixa. “Não procede essa informação, porque todos são homologados com data. A empresa corre o risco de ser penalizada, caso faça algo errado”, informou a responsável pelo setor, que pediu para ter a identidade preservada.
Em nota oficial, "a Caixa Econômica Federal esclarece que cumpre rigorosamente o contrato de prestação de serviço de segurança e está tomando as providências previstas junto à empresa terceirizada. A Caixa ressalta que a responsabilidade pelo pagamento dos salários e benefícios aos empregados é responsabilidade exclusiva da empresa contratada, conforme previsto em contrato."