O grupo Estado Islâmico tomou nesta sexta-feira o quartel-general das forças curdas em Kobane e se aproximou da fronteira com a Turquia, enquanto a ONU alertou para um "massacre" se a cidade síria cair em poder dos extremistas.
Depois de sua entrada nesta cidade estratégica curda do norte da Síria na segunda-feira, o EI tomou 40% da região e está a cerca de um quilômetro da fronteira com a Turquia.
A progressão do grupo radical não foi contida pelos ataques da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, insuficientes para salvar a cidade.
De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), os jihadistas invadiram o QG curdo nesta sexta-feira no norte de Kobane, derrotando combatentes em menor número e com menos armas.
"Eles assumiram o controle do 'centro de segurança'", que abriga o complexo militar das Unidades de Proteção do Povo (YPG, principal milícia curda síria), a sede do conselho local e a base dos Assayech (forças de segurança curdas), de acordo com a ONG, indicando que os ataques da coalizão atingiram quatro posições nesse setor.
Ainda na mesma área, o EI cometeu um atentado suicida, matando dois combatentes curdos, segundo a mesma fonte.
Os jihadistas se aproximam cada vez mais do posto fronteiriço na divisa com a Turquia, que eles querem tomar com o objetivo de cercar totalmente a cidade.