09 de julho de 2026
Internacional

Renda em alta na Bolívia deverá reeleger Evo Morales


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O cenário de casas de cor ocre que tradicionalmente cobriam El Alto, na região metropolitana de La Paz, agora não é mais tão uniforme. Aqui e ali pipocam, coloridas e brilhantes, extravagantes construções de três a sete andares, chamadas de “cholets”, construídas por indígenas cuja renda melhorou nos últimos anos, graças às políticas assistencialistas e de inserção social de Evo Morales.

 

Favorito nas eleições de hoje com 57% das intenções de voto, Morales, 54 anos, apoia sua campanha na redução da pobreza, de 38% para 18% (desde 2006), no bom crescimento do país nos últimos anos (média de 6%) e no discurso de transformação da Bolívia “de Estado colonial a Estado plurinacional”.

 

Após a nacionalização do petróleo e do gás, em 2006, o governo passou a ter mais recursos para projetos sociais.

 

Se as pesquisas se confirmarem, o primeiro mandatário indígena da Bolívia, no poder desde 2006, chegará a seu terceiro mandato, embora a atual Constituição permita apenas dois períodos.

 

O segundo colocado é o empresário Samuel Doria Medina, com 17,9% das intenções de voto.