09 de julho de 2026
Internacional

Rússia promete 3 vacinas contra Ebola


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A Rússia pode fornecer três vacinas contra o vírus do Ebola em seis meses, informou ontem a ministra russa da Saúde, Veronika Skvortsova.

 

A governante garantiu que uma das vacinas “está pronta para ensaios clínicos” e precisou que foi criada a partir de uma estirpe inativa do vírus.

 

Guiné, Libéria e Serra Leoa são os países mais afetados pela epidemia do Ebola, que já matou 4.033 pessoas, segundo o último balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS). Os sintomas da doença são febre, diarreia, vômitos, além de fortes dores musculares e nas articulações. É transmitida pelo contado com fluidos corporais de uma pessoa infectada ou ao tocar o cadáver de uma vítima.

 

Nova York

 

O aeroporto internacional JFK de Nova York começou ontem a reforçar o controle dos passageiros procedentes de três países da África Ocidental afetados pela epidemia de Ebola.

 

Jewel Samad

Aeroporto JFK de Nova York começou ontem a reforçar o controle

Ao chegar ao aeroporto, os passageiros procedentes de Libéria, Serra Leoa e Guiné são levados a uma zona específica para ser examinados e, “em caso de febre, outros sintomas ou exposição ao Ebola” serão levados aos Centros americanos de controle e prevenção de doenças (CDC, em inglês) para serem submetidos a um exame clínico, informou à imprensa Gil Kerlikowskie, o chefe da Customs and border protection (CBP).

 

No aeroporto as pessoas serão examinadas pelos funcionários do CBP especialmente treinados para detectar eventuais sintomas de febre hemorrágica do Ebola. Se for necessário, o viajante será enviado a um centro de saúde apropriado.

 

Britânico que morreu na Macedônia não tinha a doença

 

O britânico que morreu na quinta-feira em um hospital de Skopje com supostos sintomas do vírus do Ebola não tinha esta doença, segundo resultados de uma análise de laboratório realizada na Alemanha, indicou ontem a porta-voz do ministério da Saúde macedônio. O britânico, cujo nome não foi divulgado, foi submetido a uma necropsia para determinar as causas da morte.

 

As 35 pessoas que estavam em quarentena por terem entrado em contato com o homem receberam alta.

 

O britânico, que estava em uma viagem de negócios, foi internado em um hospital com vômitos e hemorragia interna, razão pela qual, a princípio, acreditou-se que estava com Ebola. A vítima, nascida em 1956 e que não havia realizado viagens à África, morreu pouco depois.

 

O diretor do hospital, Zvonko Milenkovic, disse ontem que os sintomas apresentados pelo britânico podem ser de outras doenças, mas descartou o Ebola.