Morei por 10 anos no agradável Jd. Solange e sempre presenciei a paciência de todos que esperam o asfalto neste canto abandonado, que têm 60 anos ou mais e que sempre fica pra trás em relação a outros bairros muito mais novos e afastados. Existiu neste bairro uma senhora, muito carismática, que se chamava Diva e que sempre estava entusiasmada com a possibilidade do asfalto. Dizia ela: - É pra logo! Conclusão, a dona Diva se foi e com ela a esperança do pessoal paciente.
Eu, não muito paciente, cheguei a pagar uma máquina para arrumar a rua de casa que estava intransitável e insuportável. Chamei o jornal, foi feita uma bela matéria e outra conclusão: não adiantou nada, nenhum político se manifestou ou se sentiu atingido.
Infelizmente, mas graças ao Bom Deus, me mudei para outro lugar, com asfalto, e resolvi meu problema, mas por amar aquele lugar, nunca tive coragem de dispor da minha "casinha linda".
Com a notícia do PAC do asfalto e com a inclusão das 79 quadras de terra do Jd. Solange, que com as chuvas se mudam para a av. Comendador da Silva Marta, fiquei contente, sem demagogia, pelos vizinhos que vivem lá até hoje. Escutei do próprio prefeito e do secretário de Obras, em reunião na Vila Santista, que inclusive estão com as ruas recebendo o asfalto e está ficando muito bom. Novamente, após algum tempo, o tão sonhado asfalto da dona Diva foi excluído do "tal" do PAC.
Agora surgiu uma esperança que foi divulgada na TV e numa revista regional, através do Renato Purini, que foi candidato a deputado estadual, afirmando que o asfalto do Jd. Solange vai sair com recurso que foi "economizado" pelo adiamento do novo encargo que a prefeitura terá que assumir, que é a manutenção das instalações elétricas da cidade.
Acredito que o Renato Purini, que têm o "DNA" político herdado do pai, vai cumprir com o compromisso e viabilizar o tão sonhado asfalto de todo o pessoal do Jd. Solange e da don Diva lá no céu. Voltarei a esta conceituada tribuna para agradecer a todos os políticos que participaram, quando eu ver a última rua asfaltada e então irei me sentir digno e orgulhoso de uma política que há tempos foi apagada e desvirtuada. Atenciosamente,
Roberval Hungaro Tamarozzi.