O secretário municipal de Saúde, Fernando Monti, avalia como política a posição do membro do Conselho Regional de Medicina Carlos Alberto Monti Gobbo, segundo quem a saúde municipal está no fundo do poço.
Para o secretário, Gobbo não apresenta evidências reais para fazer tais colocações. Ele destaca que o CRM tem como missão especificamente fiscalizar o exercício profissional. Na edição de ontem, Gobbo também afirmou que médicos, inclusive recém-formados, evitam estar associados ao trabalho na prefeitura, avaliado com maus olhos pela população.
A posição foi considerada como lamentável por Fernando Monti. Para ele, as colocações denotam falta de compromisso com a sociedade, já que possuem potencial para afugentar novos profissionais que eventualmente tenham interesse em ingressar na rede.
Para o secretário, as declarações de Gobbo integram ação deliberada que vai contra o esforço da administração municipal em tentar atrair novos médicos. “Quem deve resgatar a imagem do médico não é o poder público, mas que a perdeu”, dispara.
Monti ainda pontua que a Saúde de Bauru não está no fundo do poço, destaca fortes investimentos e pontua que melhorias são constatadas pelo próprio Ministério Público.
Para o secretário, é estranho que uma entidade que tem exercido papel corporativo, como é o caso do CRM, questione o Conselho Municipal de Saúde, entidade de representação dos usuários do sistema público e criticada por Gobbo. Monti ressalta que o controle social foi construído a duras penas no processo de redemocratização do País.