08 de julho de 2026
Geral

Feira tem até "Robô Aranha"


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Um aracnídeo inusitado fez sucesso ontem na 10.ª Festa da Ciência de Bauru, realizada no estacionamento (3º piso) do Bauru Shopping. Enquanto o “Robô Aranha” caminhava entre os 30 estandes montados, atraía olhares curiosos do público presente, estimado em 8 mil pessoas. Cerca de 800 alunos da rede municipal de ensino também compareceram. 

 

O robô foi produzido em 2002 por seis alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), após um semestre de experimentos. Apesar da idade da “aranha” (12 anos), o presidente da instituição em Bauru e idealizador do projeto, Ademir Redondo, garante que poucos o conhecem. 

 

Na época, os microcontroladores (tipo de computador em chip) estavam chegando ao Brasil. “Nós passamos a estudar e entender o seu funcionamento para encontrar uma funcionalidade. Com muita criatividade e ousadia, nasceu então o robô aranha, que custou em torno de R$ 2 mil”. 

 

O tal controlador é o cérebro do robô, guiado através de um controle remoto. A base da aranha é feita de alumínio e as oito pernas, de aço. Um motor de limpador de para-brisa de carro é usado para movimentá-lo, seja em 180 ou 360 graus.

 

“São dois motores nas pernas, além de aparelho transmissor, feito com corrente de comando de válvula de moto. Juntamos diversas tecnologias nesse projeto”, explica Redondo. Na base da aranha, foi instalada uma câmera. “Ela transmite um sinal via rádio para um receptor. Em um ambiente com suspeita de bomba, por exemplo, o robô  pode ser enviado para checar o local”.  

 

Agradou 

 

E o aracnídeo robótico realmente impressionou. Aluno de uma escola estadual no Nova Bauru, Washington Contijo, 14 anos, se mostrou deslumbrado com o robô aranha. “Nunca tinha visto e achei sensacional”. 

 

A técnica em enfermagem Josi Oliveira, 49 anos, também se impressionou ao ver de perto o que aparece bastante em filmes de ficção. “Esse robô é bem curioso”, brincou. 

 

A 10.ª Festa da Ciência de Bauru faz parte das programações da 11ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. A iniciativa tem o apoio do JC, da TV TEM, da Unesp FM e da Esfera Produções. Mais informações podem ser obtidas pelo site https://semanact.mcti.gov.br. 

 

O ‘Camaleão Líquido’ também impressionou

 

‘Camaleão líquido’? Sim. Este é o nome de um projeto científico de alunas da Escola Técnica (Etec) de Cabrália Paulista (47 quilômetros de Bauru). O experimento consiste em misturar na água na solução de soda cáustica e açúcar, com permanganato de potássio. A composição faz com que o líquido mude de cor: violeta, verde e marrom. 

 

“Quando a soda reage com o açúcar, libera alguns elétrons. E o permanganato de potássio pega esses elétrons e aponta quantos íons existem naquela solução.  É um estudo interessante”, explicou a estudante Thalita Valério, 17 anos.