Às vésperas da construção de mais um capítulo nacional, ouso sugerir o seguinte: retire o "zoom" fixo em Dilma e Aécio - e foque um pouco em quem está com cada um. O que sugiro é dedicar algum tempo a uma pesquisa sobre parceiros, apoiadores, dedicados convictos e aspones eventuais. Colocar na balança da escolha também a turma que circunda. Gente da órbita frequente.
Quem frequenta a vida de Aécio e Dilma? E há quanto tempo? Quem são exatamente? Qual o histórico deles de dedicação ao País? Porque a verdade é que, nesse errático sistema presidencialista (e em um país sem reforma política), tanto um quanto outro são bem menos poderosos do que a propaganda quer fazer crer. E são bem mais reféns de outros de seu convívio do que gostariam que a gente soubesse.
O ditado popular sobre "com quem andas" é bem oportuno. Quem tem "quadros melhores" ao seu lado? Sei que é muito ataque a não deixar a verdade em paz. Mas creio, sim, que observar o "com quem andas" pode ajudar a clarear alguma coisa relevante. E saberás quem são.
Agora, se com isso a confusão aumentar, encare-a: é preciso fazer uma opção. Eu já fiz a minha. Espero que você faça a sua. E espero mesmo que, quem vencer, adote a coragem de se desvencilhar das más companhias. São plantas daninha que, no geral, ferram com lavouras, detonam jardins, roubam nutrientes e sabotam esperanças.
Em tempo: logo logo teremos eleição para prefeito. Já vá aí colecionando histórias e trajetórias de possíveis postulantes. Estar minimamente informado sobre os futuros sorridentes ainda é a melhor companhia de um voto menos infeliz.
O autor é editor executivo do JC