09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A Realidade da Educação Pública Brasileira


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No Brasil, a educação pública está dando seus últimos suspiros de vida, pois nosso sistema educacional não supre (nem sei se um dia supriu) as necessidades atuais da educação. O desafio que é dado aos professores que enfrentam salas de aula abarrotadas de alunos, cada um desses compenetrados em seus celulares, preocupados em estar antenados com as redes sociais e menos preocupados com o aprender para vida, mas sim para o momento, pois é isso que vale hoje... o imediatismo. No Estado de São Paulo, o sistema educacional está em pleno desmoronamento, com professores mal pagos, sem incentivo à formação contínua, que seria suficiente para atender a demanda; alunos cada vez mais sem limites, sem estrutura familiar e educacional.

Aí eu faço a seguinte questão: a culpa é de quem? Do Estado? Da Família? Da Sociedade?

Creio que a resposta é muito mais complexa do que nossa humilde opinião. A solução para o problema do Brasil não está apenas na educação formal, escolarizada, mas na educação que vem de casa, do berço, da ética familiar, dos valores morais e do respeito e amor ao próximo. Muitos podem discordar, contradizendo os pensamentos expostos aqui, relatando que o modelo familiar já não é mais o mesmo. Sim, eu também concordo com este pensamento, pois creio que não podemos mais exigir um modelo familiar do século 18 ou 19, pois nossa sociedade agora é evoluída, globalizada e atenta à novas mudanças, mas temos que concordar que um pouco de pulso firme, imposição de limites e orientação familiar (recado para os pais) não mata ninguém.

O filosofo Erasmo de Roterdã, um dos mais influentes de sua época, traz em seus ensinamentos que o processo educacional começa em casa, com os pais, e deve ser feito na idade certa, levando em consideração o tempo de maturação do indivíduo. E para encerrar deixo um recado: o primeiro modelo de sociedade que uma criança conhece se chama família. Portanto, eduque os pequeninos para que a sociedade e o Estado não o julgue e o condene depois de adulto.

Professor Luís Fabiano S. Gomes