08 de julho de 2026
Polícia

Mais um homicídio é registrado

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Um homem de 53 anos foi morto, na tarde de ontem, em uma trilha que liga o Núcleo Octávio Rasi ao Jardim Tangarás, às margens da vicinal Engenheiro Horácio Frederico Pyles, em Bauru. A vítima, Reginaldo Ribeiro, foi morta com um golpe de arma branca, na altura do pescoço e foi deixada seminua no local. 

 

Não há, até o momento, suspeitas sobre a autoria do homicídio, nem sobre o que teria motivado o crime. Reginaldo foi visto pela última vez por volta do meio-dia, quando consumia bebida alcoólica em um ponto de chapa onde costumava trabalhar esporadicamente. Segundo sua companheira, Maria dos Santos, 42 anos, a 33.ª vítima de homicídio em Bauru  era usuária de crack, portadoa do vírus HIV e egresso do sistema penitenciário. 

 

O corpo foi encontrado por moradores por volta das 19h, em uma trilha localizada em uma área de preservação ambiental, próxima ao trevo de acesso ao Núcleo Octávio Rasi, às margens da vicinal Engenheiro Horácio Frederico Pyles, prolongamento da avenida Rodrigues Alves que dá acesso à rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-225), a Bauru-Jaú. A vítima estava sem calça ou roupas íntimas. Vestia apenas uma camisa, meias e sapatos.

 

A cerca de 50 metros de distância do corpo, policiais militares encontraram a calça da vítima, junto com um cinto e respingos de sangue sobre a terra. Mais 50 metros adiante, foram localizados um boné, uma latinha de cerveja, um documento onde constava o nome de Reginaldo, fezes e uma poça de sangue.

 

A camiseta, o rosto e o pescoço também continham grande quantidade de sangue, provenientes da perfuração no pescoço, possivelmente provocada por uma faca. 

 

Crack

 

Segundo Maria, companheira de Reginaldo, ambos moraram no Octávio Rasi durante os dois últimos anos e, há cerca de 15 dias, por não conseguirem mais pagar o aluguel da casa, estavam dormindo no Albergue Noturno. “Nos vimos pela última vez ontem (anteontem) de manhã, quando ele saiu do albergue e não voltou”, comenta.

 

Moradores que conheciam o casal relataram que viram Reginaldo consumindo bebida alcoólica, por volta do meio-dia. “Eles disseram que ele estava bêbado. Não era todo dia que ele bebia, mas ele era usuário de crack”, comenta Maria.

 

Apesar da dependência química e do fato de Reginaldo ter saído recentemente da prisão, ela garante que ele não possuía desafetos e levava uma vida relativamente tranquila nas últimas semanas. O corpo foi encaminhado ainda ontem para o IML, onde seria realizado exame necroscópico. O caso seguirá sob investigação na CPJ.