09 de julho de 2026
Internacional

Atirador de Ottawa iria para a Síria


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Michael Zehaf-Bibeau, homem identificado como o atirador de Ottawa, recentemente fez um pedido de passaporte, e as autoridades foram informadas que ele tinha a intenção de viajar à Síria, informou ontem a polícia do Canadá. 

 

“O passaporte era parte de sua motivação. Seu pedido não foi rejeitado, nem seu passaporte cancelado”, disse o comissário da polícia nacional canadense, Bob Paulson. “Ele esperava conseguir o documento, e havia uma investigação para determinar se ele seria concedido.” 

 

Em uma coletiva, Paulson também informou que os investigadores não encontraram nenhuma conexão entre a ação lançada por Zehaf-Bibeau anteontem e um ataque feito no início da semana. Na segunda, dois soldados foram atropelados por um homem convertido ao islã em Québec. Um deles morreu.

 

Segundo o comissário, autoridades não vinham monitorando Zehaf-Bibeau antes de quarta, quando ele matou o militar Nathan Cirillo, 24 anos, em um memorial de guerra antes de invadiu o prédio do Parlamento. O atirador foi morto no local por Kevin Vickers, chefe de segurança do Parlamento.

 

Mãe chora

 

A mãe do homem acusado de matar um soldado em um memorial de guerra de Ottawa e, em seguida, invadir o Parlamento canadense, antes de ser morto a tiros, diz que ela está chorando pelas vítimas do tiroteio, não seu filho.

 

Em entrevista por telefone à Associated Press ontem, Susan Bibeau disse que ela não sabia o que dizer para os feridos no ataque. “Você nunca pode explicar algo assim. Lamentamos”, disse. 

 

“Se eu estou chorando, é para as pessoas”, disse ela, lutando para conter as lágrimas. “Não é pelo meu filho”, completou.