Ao antecipar a circulação de domingo para sexta-feira da revista que continha parte do depoimento do doleiro Alberto Youssef, que, sem provas, disse à Polícia Federal e ao Ministério Público que a presidente Dilma e o ex-presidente Lula tinham conhecimento do esquema de corrupção na Petrobras, a Veja foi afoita e demonstrou interesse eleitoral.É preciso que investigue as denúncias do doleiro, mas a atitude da Veja tira bastante credibilidade da reportagem e se a intenção foi prejudicar a Dilma, o tiro pode ter saído pela culatra. O mesmo doleiro disse, sem provas, que pagou propina para o Sérgio Guerra, do PSDB, e para o Eduardo Campos (in-memorian), do PSB.
A revista não deu uma linha desses depoimentos. Ou seja, parcialidade, dois pesos e duas medidas. Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Não só na vida, mas no jornalismo também! E na forma parcial de suas matérias a Veja está apenas reforçando os radicais da base aliada do governo e do PT, que numa possível vitória de Dilma neste domingo vão fazer pressão no sentido de aprovação do Marco Regulatório da Mídia.
Pedro Valentim