A cidade de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) não enfrenta rodízio e nem falta de água no município, mas a prefeitura iniciou uma ampla campanha por meio de outdoor para que os moradores economizem o preciso líquido. Um dos principais mananciais, o rio Pardo está um metro abaixo do seu nível normal.
Isso também fez com o que a Defesa Civil e Sabesp lacrasse 12 bombas de irrigação de oito produtores rurais em áreas próxima ao rio Pinheirinho, afluente do Pardo, importante para captação e abastecimento de água da cidade. A medida foi tomada para melhorar a vazão do rio em época de escassez.
A medida drástica foi tomada há duas semanas, porque estavam colocando draga no rio para captar a água, informou ao JC o secretário do Governo, Carlos Eduardo Colenci na ocasião.
A Sabesp, concessionária do serviço de água, inaugurou mais um ponto de captação no córrego Tijuco Preto, onde já são coletados mais de 60 litros por segundo.
Obra
A escassez hídrica já tinha dado um sinal de alerta para Botucatu no meio do ano, quando a Sabesp antecipou a construção de uma adutora que estava prevista para 2019. A obra foi antecipada porque a vazão do rio Pardo reduziu e colocaria em risco o abastecimento futuro. O novo sistema vai captar até 100 litros/segundo, um aumento de 22% em relação a vazão média de 460 litros/segundo.
Mas a Cachoeira Véu de Noiva teve a vazão de água reduzida provocada pela estiagem dos últimos meses, o que espantou os visitantes a procurar o local como lazer ou mesmo para banhar-se nos finais de semana.