Uma criança de apenas seis meses ficou gravemente ferida após seus pais, de 34 e 35 anos, discutirem na noite desta terça-feira (28), no bairro Popular Ipiranga, em Bauru. Ela teria sido atingida por um ventilador de chão.
Na madrugada desta quarta-feira (29), a vítima passaria por uma tomografia, já que em exame de Raio X teria sido diagnosticada uma lesão em sua face. Ela não corre risco de morte.
Segundo a mãe, uma diarista de 34 anos, o casal teria discutido por conta do comportamento agressivo do pai, de 35 anos, e que está desempregado.
A mulher relatou à reportagem JCNet que interveio em uma agressão do homem contra a outra filha do casal, de 7 anos. A identidade dos envolvidos não é divulgada pela reportagem em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Na ocasião ela teria lançado um ventilador de chão contra o marido e atingido a criança, que estaria nos braços do pai. “Eu não vi que ela estava no colo dele”, justificou.
Logo em seguida, a mulher teria pedido à avó da criança que acionasse a Polícia Militar (PM). “Eu pedi para minha mãe chamar a polícia, mas ela achou melhor vir ao hospital (PAI) com minha irmã primeiro”, disse. Um vizinho as conduziu e o pai teria ficado em casa.
No PAI, a criança passou por Raio X e uma mancha foi visualizada em sua face. Consequentemente, uma tomografia foi solicitada e deve ser feita durante a madrugada. A vítima também deve permanecer sob observação por, no mínimo, 12 horas. Ela não corre risco de morte.
Medida protetiva descumprida
O casal teria um histórico de discussões e agressões mútuas, o que motivou uma medida protetiva que proibiria o homem se aproximar da mulher. “Ele é agressivo e usa drogas, como maconha e crack, e isso motiva nossas brigas”, justifica. O vício não teria relação com o desemprego do homem.
Mas tal medida não foi suficiente para mantê-los distantes. “(Mesmo com a medida protetiva vigente) voltamos a nos relacionar e engravidei desta criança (vítima)”, disse a mãe.
Pode perder a guarda
Segundo o policial que atendeu a ocorrência, o caso seria levado à autoridade de plantão na Central de Polícia Judiciária (CPJ) para devidas providências.
Devido ao histórico familiar, o casal pode perder a guarda da criança. Enquanto isso, o Conselho Tutelar deve providenciar um abrigo para quando a criança tiver alta do PAI.