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Malavolta Jr. |
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Etapa regional selecionou 4 pratos |
O cheiro de comida caseira tomou conta das salas do Senac Bauru ontem. De petiscos diferenciados para acompanhar um chope gelado até um sorvete que mistura café com macadâmia. Muita gente não conhece, mas estes pratos são vendidos em Bauru e região. Eles puderam ser degustados durante o Festival Gastronômico Sabor de São Paulo, uma parceria entre a Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo e Revista Prazeres da Mesa, com apoio do Senac.
Com apenas R$ 10,00, os bauruenses tiveram a oportunidade de experimentar dez pratos e conhecer um pouco mais a capacidade que a gastronomia local possui de impressionar até o paladar mais exigente. “Comida boa não é só na Capital, não. Quando você quer comer um prato diferente, com um tempero diferente, tem de ir ao Interior ou Litoral”, diz a assistente técnica da Secretaria de Estado de Turismo, Christine Fuchs Grecco.
E é de culinária de qualidade que o pessoal da Revista Prazeres da Mesa trata. “Nossa ideia é resgatar a gastronomia do Interior e Litoral e torná-la pública, fomentando o crescimento de micro, pequenos e grandes empreendedores da área”, justifica o diretor executivo da publicação Georges Schnyder. Para ele, a gastronomia também é uma ferramenta que tem a responsabilidade de chamar mais turistas para determinada região.
E quem gosta bastante de cozinhar é o diretor do Senac Bauru, Emmanuel Flores de Andrade. Pois é. Com um discurso descontraído na abertura do evento, ele conseguiu arrancar alguns suspiros da plateia por conta da declaração de “amor” à gastronomia. “Além de eu gostar de culinária, a iniciativa é importante porque prepara os nossos alunos para o mercado de trabalho, já que eles ajudam na organização”, explica o diretor, em entrevista ao JC.
Degustação
Nesta 13ª etapa da 2ª edição do Festival Gastronômico Sabor de São Paulo, realizada no Senac Bauru, mais de 500 pessoas tiveram a oportunidade de degustar e avaliar as dez melhores receitas da região (leia mais ao lado). Porém, apenas quatro delas foram escolhidas para a grande festa popular no Parque Vila Lobos, em São Paulo, que deverá receber um público de 80 mil pessoas entre os dias 22 e 23 de novembro.
Os organizadores e apoiadores do festival em Bauru não foram os únicos que curtiram as delícias da região. Os visitantes também “saborearam” a iniciativa. Este é o caso das irmãs Talita e Tamires Cezario, de 15 e 16 anos, respectivamente. Enquanto comiam com gosto uma rabada caipira com polenta, elas conversavam com o JC. “O prato é bastante conhecido, mas a mudança dos ingredientes fez com que ele se tornasse singular”, revela uma delas.
Teve gente que até deu uma escapada do trabalho para curtir a degustação. Yeda Costa Fernandes da Silva, 56 anos, e Mayra Fernandes da Silva, 35 anos, são mãe e filha, mas têm algo mais em comum além do parentesco. Elas trabalham juntas em um escritório de advocacia e gostam de comer. “Está difícil escolher as melhores receitas”, diz a mãe. “Todas as cidades estão de parabéns”, complementa a filha.
Escolhidos
Os vencedores foram conhecidos após horas do evento realizado ontem.
Por volta das 22h30, foram anunciados os quatro sabores que irão representar Bauru e região na Capital, em novembro. São eles: sorvete de café com macadâmia (Sorveteria Fazendinha Tropical, em Lins); a coxinha de leitoa (La Donosti, em Agudos); lanche bauru (Empório Teodoro, em Bauru); e frango ao bacon (Choppão Cristal, em Lins).
Delícias
Os pratos disponíveis para degustação foram: empadão de calabresa (Empadão de Jaú, em Jaú), rabada caipira com polenta (Fogão a Lenha Paulista, em Bauru), X-costela (Zequinha Lanches, em Barra Bonita), frango ao bacon (Choppão Cristal, em Lins), lanche sorocabana (Estação Lanches, em Agudos), lanche bauru (Empório Teodoro, em Bauru), mini sanduíche de pernil (Buffet Olivia, em Bauru), coxinha de leitoa (La Donosti, em Agudos), goiabada cascão (Doces Naya-Arsenio de Conti Neto, em Agudos) e sorvete de café com macadâmia (Sorveteria Fazendinha Tropical, em Lins).
Para a chef ‘Dona Onça’, Bauru é influência para a culinária paulistana
Logo depois da solenidade de abertura da 13.ª Etapa do Festival Gastronômico Sabor de São Paulo, os primeiros visitantes tiveram a oportunidade de assistir a uma aula gratuita com a chef Janaina Rueda, proprietária do bar Dona Onça, em São Paulo, nome baseado no apelido que ela recebeu do marido, Jefferson Rueda, também chef de cozinha. Durante a apresentação, ela afirmou que a maior prova da influência do Interior na Capital estaria em Bauru.
“Eu conheci a esposa de Casimiro Pinto Neto, aquele que criou o sanduíche bauru no Ponto Chic, em São Paulo, e posso dizer que, até hoje, a ideia dele faz parte do cotidiano dos paulistanos. Em qualquer boteco de esquina, o lanche está no cardápio”, explica a chef. Na aula, Janaina criou uma nova versão do sanduíche, distribuiu croquetes de carne à plateia e fez o famoso brigadeiro da Onça.
“Nós temos sempre de reinventar as receitas para que elas não se percam com o passar dos anos”, explica a chef, quando o JC questionou o fato de ela ter apresentado uma releitura do lanche. “Eu apenas mudei a apresentação, ou seja, fiz um lanche para comer no prato e não mudei os ingredientes”, reitera Janaina. Ela foi madrinha da etapa do festival em Bauru e, mesmo sendo paulistana, não deixou de elogiar a boa e velha comida caipira.