A Polícia Federal vai indiciar o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato por suspeitas de falsidade ideológica e uso de documentos falsos. A investigação mirou os movimentos de Pizzolato desde 2007, segundo a PF, quando ele começou esboçar o plano de deixar o Brasil.
Condenado a 12 anos e 7 meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e peculato no processo do mensalão, Pizzolato fugiu para a Itália em setembro de 2013. Na terça-feira, a Justiça daquele país negou o pedido de extradição feito pelo Estado brasileiro. A decisão permitiu que Pizzolato deixasse a cadeia da cidade italiana de Modena.
Em novembro de 2007, em Santa Catarina, Pizzolato deu entrada para tirar uma carteira de identidade em nome de seu irmão, Celso, morto desde abril de 1978.
A partir de então, ele obteve CPF, passaporte e inscrição eleitoral, sempre se passando pelo irmão falecido. Nas eleições de 2008, Pizzolato conseguiu, inclusive, votar no Rio de Janeiro, como se fosse Celso.