09 de julho de 2026
Nacional

Chuva ameniza situação de reservatório

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

As chuvas do fim de semana atenuaram ligeiramente a crise hídrica da Grande São Paulo. O nível do sistema Alto Tietê, composto de reservatórios que abastecem cerca de 4,5 milhões de pessoas sobretudo na zona leste da região metropolitana, subiu. Ele saiu de 6,6%, na sexta-feira, para 8,9%, ontem. A situação permanece crítica e deve continuar assim ao menos até o início de 2015.

 

No sistema Cantareira não houve aumento no nível da água. Mas, a régua do sistema que atende quase metade da Grande São Paulo, marcou queda mais discreta do que as registradas nos últimos meses. Nos últimos três dias, as represas baixaram 0,1 ponto percentual por dia e o sistema chegou a 12,1% de sua capacidade neste domingo. Neste índice estão somadas as duas cotas de volume morto - reservas de água que ficam abaixo do nível de captação normal das represas - usadas pela Sabesp.

 

O sistema Guarapiranga, outra fonte importante de água que abastece grande parte da zona sul, também tem índices baixos. Ontem, a quantidade de água medida no local representava 38,8% da capacidade total da represa. 

 

“Polígono da seca”

 

A seca que assola o Sudeste atinge ao menos 133 cidades e vai além dos pesadelos domésticos para 27,6 milhões de habitantes. Essas cidades reúnem 23% do PIB brasileiro, segundo a “Folha de São Paulo”. Se fosse um país, esse novo “polígono da seca” em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro seria a segunda maior economia da América do Sul. Ficaria atrás só do Brasil.

 

A situação em São Paulo é a pior. De seus 645 municípios, 92 (14%) enfrentam algum tipo de dificuldade

 

Químico inventa pó que reduz evaporação

 

Em meio à crise hídrica que esgota rapidamente os reservatórios do Sudeste, um pesquisador tenta viabilizar a produção comercial de um composto que reduz as perdas de água por evaporação. Dependendo do tamanho da represa e das condições climáticas, o fenômeno natural leva embora parcela significativa da água armazenada. Na represa Jaguari-Jacareí, por exemplo, a maior do sistema Cantareira, a evaporação estimada quando seu espelho d’água está em condições normais (50 km²) é de 45 bilhões de litros por ano.

 

O produto criado pelo engenheiro químico Marcos Gugliotti, 44 anos, consiste em um composto de calcário e surfactantes, substâncias usadas em cosméticos e obtidas de fontes como óleos vegetais e cera de abelhas. Quando aplicado na água, o pó se espalha e cria uma película ultrafina que “protege” a represa. Em testes controlados, seu composto chegou a frear a perda de água em até 50%.

 

O inventor afirma que o produto não causa impacto ambiental, pois é atóxico e biodegradável. Análises mostraram que ele não altera a potabilidade da água. O pesquisador ainda não conseguiu parceria com nenhuma indústria para fabricar o pó.